Blog da Coroa

O outro lado do Cara!

Brasília respira aliviada: Agnelo vai a 61% e Weslian tem 39%

Do Correio Braziliense: Em pesquisa, Agnelo vai a 61% e Weslian tem 39%

O candidato Agnelo Queiroz (PT) lidera com folga o segundo turno da corrida ao Palácio do Buriti. De acordo com pesquisa do Instituto CB Data, encomendada pelo Correio Braziliense — a primeira desde a eleição de 3 de outubro —, o petista atingiu 61% dos votos válidos, enquanto Weslian Roriz (PSC) aparece com 39% das intenções de voto. Levando-se em consideração brancos, nulos e indecisos, Agnelo também aparece na frente, com 52% da preferência do eleitorado. Sua concorrente soma 34%, nulos representam 6% e indecisos
e brancos, 8%.

A pesquisa foi realizada entre segunda-feira e ontem com 1,1 mil eleitores e está registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TER-DF) sob o número 36196/2010 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com a inscrição 35639/2010. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

No último levantamento realizado pelo CB Data antes do primeiro turno — entre 29 de setembro e 1º de outubro —, Agnelo aparecia com 39% das intenções de voto e Weslian, com 31%. De lá para cá — quando se levam em conta brancos, nulos e indecisos —, o petista cresceu 13 pontos percentuais, enquanto a candidata do PSC subiu apenas três pontos. Na avaliação do cientista político Adriano Cerqueira, coordenador da pesquisa, é provável que Agnelo tenha herdado a maior parte dos votos dados no primeiro turno a Toninho do PSol e Eduardo Brandão (PV). Em 3 de outubro, esses dois candidatos receberam nas urnas quase 20% dos votos válidos.

“Houve uma forte redução no total de indecisos. Nas pesquisas anteriores, quem dizia não saber em quem votar acabou votando nos outros candidatos (Toninho e Brandão) no primeiro turno. Agora, a maioria desses eleitores acabou migrando para a candidatura de Agnelo”, explica Adriano Cerqueira. Na sondagem feita às vésperas do primeiro turno, o total de indecisos e votos brancos somava 19%. Na pesquisa atual, esse percentual recuou para 8%.

Fenômeno semelhante ocorreu com os votos nulos. Na pesquisa anterior, 11% dos entrevistados disseram que iriam anular o voto, percentual que caiu quase pela metade e agora está em 6%. “A situação do Agnelo é muito confortável. Embora em 20 dias muita coisa possa acontecer, é muito difícil ter uma reversão quando alguém já começa a campanha do segundo turno com uma vantagem tão grande (22 pontos percentuais nos votos válidos)”, afirma o coordenador da pesquisa.

No primeiro turno, o candidato Agnelo Queiroz recebeu 48,41% dos votos válidos, enquanto Weslian Roriz teve 31,5%. Se essa performance nas urnas for comparada ao resultado da pesquisa CB Data, significaria dizer que enquanto a candidata do PSC subiu 7,5 pontos percentuais, Agnelo teria crescido 12,5% pontos.

Última hora

A sondagem apurou ainda o grau de decisão dos eleitores no primeiro turno. Entre os entrevistados que disseram já ter decidido em quem votariam dias antes da eleição, 54% escolheram Agnelo, enquanto 33% optaram por Weslian Roriz. Já entre as pessoas que declararam ter definido seu candidato na fila de votação, houve empate técnico: 40% optaram pelo petista e 42%, por Weslian. De acordo com o levantamento, a candidata do PSC foi a que mais se beneficiou entre os eleitores que se mostraram indecisos até a última hora. Daqueles que escolheram o candidato na hora de digitar o número na urna, 43% votaram em Weslian e 30% em Agnelo.

outubro 14, 2010 Posted by | Eleição | , , , , , | Deixe um comentário

Weslian Roriz recebe limpo apoio: Luiz Estevão, primeiro senador cassado do país

Do Correio Braziliense: Luiz Estevão participa de decisões da campanha de Weslian Roriz

Ana Maria Campos e Lilian Tahan

O escândalo do Fórum Trabalhista de São Paulo, em 1999, comprometeu o passado político de Luiz Estevão. A Lei da Ficha Limpa pode limitar suas pretensões futuras. Mas fato é que atualmente o primeiro senador cassado da história transita nos bastidores do processo de sucessão eleitoral do Distrito Federal. É um dos principais conselheiros da família Roriz. Se o ex-governador transferiu para a mulher a perspectiva de poder, Estevão deposita no casal a chance de manter influência no governo local.

Filiado ao PMDB, partido de Tadeu Filippelli (vice de Agnelo Queiroz), Estevão pertence à turma de dissidentes que apoia Joaquim Roriz. Desde o início da campanha, quando o ex-governador era o candidato e agora, com a indicação de Weslian, ele participa das decisões do núcleo de coordenação da coligação rorizista.

A ligação estreita com o casal projeta o ex-senador a lugar de destaque em eventual governo liderado pela ex-primeira dama. Condenado a 31 anos de prisão pelos crimes de formação de quadrilha, peculato, estelionato, uso de documentos falsos e corrupção ativa, Estevão deverá permanecer nos bastidores. Isso, no entanto, não significa que não terá poder.

No início do processo eleitoral, apesar de estar recolhido da política há quase uma década, Estevão deu as caras. Participou de reuniões para a escolha da equipe de Roriz. Ajudou a escalar o time e prometeu ajuda para o pagamento de despesas de campanha. Nos bastidores, circula a informação de que a opinião de Estevão contou para contratação do marqueteiro Dimas Thomas, que migrou da campanha de Toninho do PSol para a de Weslian.

Por causa da confusão judicial, todo o patrimônio de Estevão está bloqueado como forma de garantir o reassarcimento de prejuízos aos cofres públicos. O ex-senador acompanhou de perto os desdobramentos mais importantes da impugnação da candidatura de Roriz. Em 22 de setembro, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) começou a analisar o recurso que discutiu a aplicação da Lei da Ficha Limpa no caso do ex-governador, Estevão foi à casa de Roriz, no Park Way.

As pessoas mais próximas de Roriz não negam a reaproximação entre os dois políticos. Dizem que a participação de Estevão se limita aos conselhos esporádicos e negam qualquer intervenção financeira. O ex-senador evita detalhar a ajuda que tem dado ao ex-governador. “Seria deselegante falar sobre isso. Pergunte aos assessores de Roriz”, afirmou Estevão ao Correio, no início da campanha, quando sua participação começou a ficar evidente. Ontem ele não foi localizado para comentar. O coordenador de comunicação da coligação rorizista, Paulo Fona, confirmou a ligação de Roriz com Estevão. “Os encontros ocorrem de vez em quando e não há qualquer doação de dinheiro”, garante.

O vínculo de Estevão e Roriz é antigo. Existe desde o início das eleições na capital e teve momentos de maior ou menor intensidade, mas nunca se rompeu totalmente. Eleito deputado distrital, Estevão cresceu como líder da oposição no governo Cristovam Buarque (1995-1998) e avaliou que teria envergadura para ser o candidato ao governo. Mas Roriz conseguiu se colocar como o nome na disputa contra a reeleição do petista. Estevão se elegeu ao Senado. Em comum, eles têm um adversário: José Roberto Arruda, a quem o ex-senador atribui a sua derrocada política.

Memória – Problemas com a Justiça

Com 460 mil votos, Luiz Estevão elegeu-se senador em 1998, após uma atuação destacada na Câmara Legislativa como oposição ao governo de Cristovam Buarque, então no PT. Ele foi autor de várias ações judiciais que contestavam programas do petista. Na época, teve como parceiro o então deputado distrital Tadeu Filippelli (PMDB), hoje vice na chapa encabeçada por Agnelo Queiroz (PT).

Ao chegar no Senado, em 1999, Estevão conquistou o cargo de relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Logo ele se indispôs com colegas, inclusive, com o então senador Antônio Carlos Magalhães. Seu mandato durou apenas um ano. Foi abatido na CPI do Judiciário, que investigou denúncias de corrupção na obra do Fórum Trabalhista paulista. Estevão foi o primeiro senador cassado. O então líder do governo no Senado, José Roberto Arruda, na época era filiado ao PSDB. Arruda foi um dos responsáveis, com ACM e o hoje presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, pela costura política para a cassação de Estevão. Mais tarde, Arruda se envolveria no escândalo do painel do Senado, sendo obrigado a renunciar.

Com a cassação, Estevão perdeu a chance de concorrer a governador. Para se ter uma ideia do potencial dele, o político teve, há 12 anos, mais votos que Weslian Roriz (440 mil) no último domingo. Mas Estevão foi preso e responde a 41 processos na Justiça. Fundou o time do Brasiliense. Ano passado, cogitou tentar retomar sua elegibilidade, perdida em 2000. Por causada Lei da Ficha Limpa, fica impossível prever quando estará liberado para nova investida nas urnas.

outubro 10, 2010 Posted by | Eleição | , , , | 5 Comentários

Weslian pra animar o final de semana

E anotem aí, porque vem mais: dia 21/10 tem debate na rádio CBN com Weslian Roriz. Imperdível. Muito melhor que o CQC.

outubro 9, 2010 Posted by | Eleição | , , , , | Deixe um comentário

Weslian é a piada viva dessas eleições

Acredite: esse não é o palhaço da eleição

Do portal Terra: Weslian é a piada viva dessas eleições

Erra quem diz que o palhaço das eleições atende por Tiririca. O cearense Everardo Oliveira Silva é apenas um analfabeto simplório que arrebanhou mais de 1,3 milhão de votos dizendo a verdade: “não sei o que faz um deputado, mas vote em mim que depois eu conto”.

Os palhaços das urnas são os 440.128 votantes que apertaram o botão verde para confirmar a carola Weslian do Perpétuo Socorro Pelles Roriz como a preferida para governar o Distrito Federal. Não é possível que esse exército capaz de superlotar o Maracanã quatro vezes acredita mesmo que aquela senhora que não dá um passo sem perguntar ao marido – o ficha-suja e organizador de grileiros Joaquim Roriz – possa governar o DF.

Weslian é a piada viva dessas eleições. Trechos do debate entre os candidatos ao governo do DF, com a participação ativa e desastrada de Weslian, são hits do site Youtube, batendo em um milhão de acessos. Entre as pérolas da candidata, “eu quero defender a corrupção”. Impressionante.

Mas a ingênua Weslian é fruto de seu marido, cujo caráter é público – e as falcatruas também. O problema é que 440 mil pessoas apoiaram suas bobagens. Esses são os palhaços do 03 de outubro, que farão com que o Distrito Federal tenha segundo turno. Um escândalo.

Weslian erra perguntas, erra temas, erra tudo. Possivelmente erra a receita de bolo para seus netos. A candidata errou até o voto – esqueceu-se de apertar o botão verde para confirmar as opções. Weslian é um erro. O manda-chuvas do Planalto Central quis fazer o cidadão de bobo. E conseguiu. Arrebanhou 440 mil palhaços.

O circo eleitoral poderia estar montado em São Paulo, mas Tiririca não tem nem de longe o potencial de comediante de Weslian. Ela é a piada.

A única boa notícia é que os debates serão um grande programa de humor, impossível resistir. Os 440 mil palhaços que votaram em Weslian poderiam tirar a máscara e a maquiagem para sepultar a família Roriz de vez. Uma surra eleitoral em 31 de outubro é a resposta que o Brasil espera.

outubro 7, 2010 Posted by | Eleição | , , , | 1 Comentário

A derrocada de Roriz

Do Jornal da Comunidade: Como a varanda engoliu o rorizismo

A derrocada de Roriz e do que sobrou de seu grupo começou em 2002, quando instalou-se um esquema de espionagem e de práticas que exercitou a incompetência política com a máxima competência

Memento homo, quia pulvis es, et in pulverem reverteris (Lembra-te homem que veio do pó, e ao pó voltarás). O domingo, dia 3 de outubro, será a “Quarta-Feira de Cinzas” do rorizismo no Distrito Federal, independentemente do resultado das urnas. As cinzas simbolizam dor, morte e penitência. O grupo que mandou no DF por pelo menos duas décadas deve se esforçar para compreender o significado profundo das cinzas.

Diferente da frase em latim, que marca o início do período de arrependimento, a política agressiva e perseguidora adotada pelo ex-governador Joaquim Roriz (PSC) fez de vídeos clandestinos a sua gênese e arma maior de início de campanha, a qual, com um vídeo clandestino, encerrou-se melancolicamente. Do vídeo veio e do vídeo voltaste. É tempo agora de um exame das ações atuais e passadas para saber como se deu a derrocada.

O embrião de toda essa campanha suja, pautada por advogados criminais, informantes e policiais dúbios de funções obscuras, foi concebido em 2002. Nesse ano, o ex-delegado e ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento do Distrito Federal (Codeplan), Durval Barbosa, foi o responsável por instalar a estrutura dos dois principais QGs de campanha de Joaquim Roriz, que tentava à época um quarto mandato de governador. Anos depois, Durval – e sua coleção de filmes – viria a ser a grande estrela da operação Caixa de Pandora. Como ele, saíram do anonimato e do submundo sombrio outros personagens como postulantes a pseudoheróis.

Curiosamente e como se estivesse antevendo o futuro, os dois bunkers de campanha foram batizados pela própria equipe rorizista como Big Brother, no Setor Bancário Norte, e “Casa dos Artistas”, no Lago Sul. Os nomes não são à toa. Em ambos os locais foram montadas estruturas semelhantes às dos reality shows da Globo e do SBT. Havia câmeras escondidas espalhadas por toda a parte, telefones grampeados e um sistema de monitoração de quem trabalhava ou visitava os dois lugares.

No Big Brother, que ocupou metade de um andar de um prédio recém-inaugurado na época, eram realizadas as mais importantes reuniões do núcleo duro de campanha, o staff de imprensa e o corpo jurídico. Lá, eram feitos dossiês, editados e produzidos jornais apócrifos, engendradas táticas para ferir os adversários.

A Casa dos Artistas era localizada na principal área nobre de Brasília, o Lago Sul. Uma mansão foi ocupada pela equipe de Roriz para produzir os programas de TV e rádio. Também era abrigo de outras cabeças da campanha. Para se ter uma ideia da dimensão, foi montado um restaurante onde mais de 200 pessoas poderiam fazer refeições simultaneamente. No local, havia ainda salão de beleza e quartos para descanso do candidato e dos principais assessores.

Esse grupo ainda não era predominante na campanha de 2002. Estava, apenas, se organizando para anos após, dar as cartas. Nessa época, Joaquim Roriz ainda ouvia e se aconselhava com assessores políticos, marqueteiros e jornalistas, que depois foram se afastando com o avanço do varandismo.

Varandismo é uma expressão usada para definir o grupo saído do submundo da política e que hoje conduz politicamente o ex-governador. São frequentadores de tribunais, delegacias e ilhas de edição de gravações clandestinas. Chama-se assim por ocupar o tempo de folga na varanda da casa de Joaquim Roriz, no Setor de Mansões Park Way.

Foi dali que saiu algumas das mais inacreditáveis operações para destruir adversários, amigos e inimigos, reputações e empresas. Algumas com êxito, outras nem tanto. Mas as manobras desastrosas fizeram afastar muita gente de Roriz. Cada vez mais isolado, só sobrou para o ex-governador ser conduzido pelos varandistas.

O que se escuta de muitos políticos e empresários da cidade são palavras de respeito e carinho por Roriz, mas que o afastamento deve-se pelas más companhias e por tudo que passou a representar o rorizismo, ao abandonar as rodas de política e passar a frequentar as manchetes policiais e as salas de interrogatório.

Não custa lembrar o estrago feito pela Caixa de Pandora, a qual desmanchou um grande esquema de corrupção que perdurava na cidade há pelo menos 10 anos, mas também envolveu muita gente que nada tinha a ver com o escândalo. Aproveitando o momento, delatores, alcaguetes e oportunistas engendraram pequenas vinganças pessoais e colocaram dentro da Pandora. Ficou tudo junto e misturado. Num primeiro momento não se diferenciava o que era joio e o que era trigo. Com o tempo, o céu foi clareando e a sombra deu lugar à verdade.

O objetivo principal era limpar a área, destruir os adversários, causar um grande escândalo e, por tabela, uma comoção na sociedade. Assim, estaria pavimentado o retorno de Joaquim Roriz à política, nos braços do povo como o grande salvador.

Mas o planejamento não deu certo. Eles não contavam que pudesse ter efeito contrário. A população brasiliense repugnou os esquemas de gravações, ameaças e chantagens. Quando mais surgia informações dos bastidores da operação, mas enojado ficava o cidadão da cidade.

A bala de prata

Roriz começou a cair nas pesquisas. Depois vieram as derrotas nos tribunais. A cada revés, novas ameaças plantadas em blogs, jornais e panfletos. De rolo compressor a novos vídeos, o que não faltou foi terrorismo eleitoral. Derrotado nas pesquisas e tribunais, Roriz colocou a esposa, com quem é casado há 50 anos, dona Weslian, ao crivo do público. Dona Weslian sempre foi respeitada, mas não tem preparo para protagonizar uma campanha ao GDF. Falta-lhe traquejo político. Roriz a atirou aos leões da opinião pública.

Como as ameaças não surtiram efeito e a esposa não teve bom desempenho nos debates e pesquisas, sobrou o despero do desespero. E uma tola coragem. Jogou lama no Supremo Tribunal Federal.

A confusão começou com a videoteca de Durval, mas não era previsível que terminasse com novo vídeo. Nele, Roriz negocia com o genro de Carlos Ayres Britto, ministro do STF, um contrato que, na prática, impediria o ministro de julgar o caso da Lei da Ficha Limpa.

O genro de Britto é o advogado Adriano Borges, que vive com a filha do ministro, Adriele. No vídeo, citam ainda o ministro Ricardo Lewandowski, do STF e presidente do TSE. A denúncia, tornando-se vazia, não passará de uma bala de prata na roleta russa rorizista.

outubro 2, 2010 Posted by | Política | , , | 1 Comentário

Brasília para Weslian: chupa

Haja Vitamina C para turbinar Dona Weslian

Do Jornal Coletivo: Agnelo aparece com mais de 20 pontos à frente de Weslian Roriz

Rodrigo Mendes Almeida  

O instituto Exata divulgou hoje a primeira pesquisa que já conta com o nome de Weslian Roriz (PSC) na disputa pelo GDF. Nela, a vantagem de Agnelo sobre a segunda colocada fica em mais de vinte pontos percentuais, o que garante para ele uma vitória ainda em primeiro turno. Agnelo teve 45,9% das intenções de voto. Weslian mostrou que não herdou todos os votos do marido Joaquim e marcou 24,3%. O terceiro colocado foi Toninho do PSOL, que alcançou 9,1%. Eduardo Brandão (PV) chegou à marca dos 2,9%. Os demais candidatos não aparecem. Os indecisos ainda somam 8,2%, enquanto 8,5% disseram que irão votar em branco ou anular.

O Exata também fez um levantamento espontâneo, onde o entrevistado responde sem receber uma lista de nomes de candidatos. Agnelo também é líder, com 37,8%. Nessa modalidade, Joaquim Roriz (PSC) aparece com 14,1%, mostrando que boa parte da população não sabe que ele não é mais candidato. Weslian teve 13,4%, Toninho do PSOL, 4,5% e Brandão, 0,9%. Sem ajuda da lista de candidatos, o número de indecisos sobe para 28,8%.

A pesquisa Exata ouviu 1.500 eleitores entre os dias 25 e 26 de setembro, tem margem de erro de três pontos percentuais e está registrada no Tribunal Regional Eleitoral do DF com o número 33334/2010.

setembro 29, 2010 Posted by | Política | , , , , , , | Deixe um comentário

Debate da Globo: Brasília não merece Dona Weslian

Ontem foi dia de debate na Rede Globo com os candidatos ao GDF. Agnelo, Toninho, Brandão e Roriz. Weslian Roriz. Ela mesmo. Depois de sua assessoria não confirmar sua participação, lá estava ela.

Se antes tinha seríssimas restrições a Joaquim Roriz, ontem não sobrou qualquer possibilidade de dúvida. Foi nojenta sua atitude de colocar a própria esposa, que não tem qualquer preparação técnica nem política, para disputar uma eleição e permitir sua participação em um debate eleitoral.

Weslian leu as perguntas, leu as respostas, não usou todo o tempo disponível, se confundiu para quem perguntar e sobre o que, além de trocar os temas sorteados. Um festival impressionante de erros. A própria mediadora do debate em vários momentos pareceu constrangida com a situação. Um despreparo de Weslian poucas vezes vista nas eleições para o GDF. Foi lamentável perceber até que ponto os homens chegam para ter o poder. Expor a esposa de mais de 50 anos de casada a uma situação dessas é no mínimo falta de caráter.

Apenas para comentar uma das passagens, teve a história de Weslian ser cristã. Pára com isso. Que babaquice misturar política com religião. Se a eleição fosse para o Papa gostaria de um cristão eleito. Mas para governador preciso de uma pessoa comprometida com Brasília e sua população, especialmente com os mais carentes e que estão aos milhares nas nossas favelas. Pouco me importa sua religião, cor e sexo.

É preciso ainda ressaltar que os outros candidatos trataram Dona Weslian com uma educação e elegância ímpar, mesmo diante de uma oportunidade única de “engolir” a candidata.

Sinceramente espero que quem viu o debate e estava indeciso tenha se decidido: vote em quem pensa Brasília como uma cidade e não mais como um curral. 

setembro 29, 2010 Posted by | Política | , , , | 1 Comentário

MPE-DF para Weslian Roriz: chupa

Agora também temos a mulher laranja

Do site do Ministério Público Eleitoral: Procuradoria Regional Eleitoral do DF defende rejeição da candidatura de Weslian Roriz

Renata Chamarelli

Prazo para substituir candidatura já expirou e representa ofensa ao princípio da representatividade

A Procuradoria Regional Eleitoral do Distrito Federal emitiu parecer nesta terça-feira, 28, contra o pedido de registro de candidatura de Weslian Roriz. Com base na Lei das Eleições, o prazo para a substituição da candidatura de Joaquim Roriz teria expirado no dia 20 de agosto, impossibilitando o registro de sua esposa.  Além disso, para os procuradores regionais eleitorais Renato Brill de Góes e José Osterno Campos de Araújo, a eventual substituição ofende a legitimidade das Eleições e o princípio da representatividade, ambos estabelecidos pela Constituição Federal. “Uma decisão favorável ao registro de Weslian Roriz causaria no restante do país um efeito cascata, legitimando diversas candidaturas laranjas”, destaca.

A Lei 9.504/97 determina que a substituição de candidato que for considerado inelegível ou renunciar pode ser feita depois do prazo final de registro. Porém, o registro do substituto deve ser requerido pelo partido ou coligação até 10 dias contados da decisão judicial que motivou a troca de candidatos. No caso Roriz, a decisão que deu origem à substituição de candidato foi proferida pelo Tribunal Regional Eleitoral do DF – que indeferiu o registro do ex-governador – e publicada no dia 10 de agosto. Com isso, o prazo final para pedir a substituição acabou no dia 20 de agosto.

Os procuradores ressaltam que o recurso de Roriz ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – contra o indeferimento determinado pelo TRE-DF – não tem efeito suspensivo. Ou seja, mesmo tendo recorrido, o prazo de substituição ainda seria válido. De acordo com resolução do TSE, o partido ou coligação que tiver seu registro negado tem duas opções: substituir o candidato no prazo de 10 dias ou recorrer, por sua conta e risco.

No parecer há ainda o argumento de que a substituição da candidatura de Roriz teria por finalidade única afastar a inelegibilidade que pesa sobre ele. O ato burla decisões judiciais que lhe indeferiram a candidatura, ofende a legitimidade das eleições e o princípio da representatividade. A manobra fica clara em entrevista coletiva de Roriz na qual ele afirma que continua candidato e vai governar  por intermédio de sua esposa.

“A substituição comporta um perigoso efeito cascata e decorre de um flagrante desrespeito aos princípios constitucionais, à sociedade, e às decisões judiciais que indeferiram o registro de candidatura do renunciante, não podendo a Justiça Eleitoral ficar alheia à tal situação de coisas”, destaca.

setembro 29, 2010 Posted by | Política | , , , , | Deixe um comentário