Blog da Coroa

O outro lado do Cara!

Tracking Vox Populi: Dilma igual; Serra menor

Reproduzo o gráfico com as informações da série histórica do tracking feito pelo Vox Populi. Dá para perceber que, após duas semanas de medição e intenso bombardeio da mídia tucana, o resultado é de estabilidade. As variações são muito pequenas. Aliás, Serra está menor do que começou, tinha 25% e hoje 23%, enquanto Dilma permaneceu igual, com 51% dos votos. No excel, é exatamente essa o formato da linha de tendência dos candidatos.

Esse sinal de estabilidade significa que a “baixaria” deve aumentar. Não esperemos discussão de programas nem de ideias. Só acusações e medo. Até a imprensa internacional já se deu conta, como retrata hoje o espanhol El Pais.

Haja estômago.

setembro 16, 2010 Posted by | Pesquisa eleitoral, Política, Uncategorized | , , , , , | Deixe um comentário

Jornal do Brasil e as balas de prata

Como faço diariamente, entrei no site do Jornal do Brasil. Deparei-me mais uma vez com uma reportagem de capa que deve desagradar um pouco os editores dos folhetins Veja e Folha de São Paulo.

A matéria trata das famosas balas de prata na campanha presidencial. Especialistas ouvidos pela reportagem criticaram a onda de denuncismo praticado pela grande imprensa.

Reproduzo um pequeno trecho da reportagem:

O doutor em ciência da comunição e professor de ética da Universidade Federal Fluminense (UFF) Marco Schenneider também vê uma clara tendência em muitos veículos brasileiros de favorecer um ou outro candidato.

– Na Folha, no Estadão e, mais descaradamente, na Veja, há um favorecimento da candidatura tucana – sentencia. Já a Carta Capital, embora demonstre simpatia pela candidatura petista, pratica um jornalismo, a meu ver, mais próximo dos ideais da imparcialidade e da objetividade jornalística.  

Mais uma vez parabéns ao Jornal do Brasil, que dia após dia tem se destacado da cobertura feita pelo PIG.

setembro 13, 2010 Posted by | Imprensa | , , , | 1 Comentário

O jornalismo de simulacros

Reproduzo interessante análise feita por  Washington Araújo sobre a forma como a imprensa está cobrindo o “escândalo” da violação de sigilo. 

– Que é a verdade? – disse zombando Pilatos e não esperou pela resposta. 

Assim começa Bacon seu Ensaio sobre a Verdade. E Pilatos tinha mesmo razão em não esperar pela resposta: as duas correntes filosóficas dominantes na época – o Epicurismo e a doutrina da Nova Academia – concluíam pela não existência de uma resposta plausível para a questão. Os séculos passaram e encontramos, resistindo ao tempo, a confissão súplice e ardente de Santo Agostinho: “Ó Verdade, Verdade! Quanto intimamente suspiram por ti as medulas de minha alma!” E faltam muitos devotos de Agostinho em nossas redações. 

O jornalismo brasileiro que já não era muito assertivo terminou a semana passada vestido em forma de grande ponto de interrogação. Aquela coisa improdutiva e entediante de investigar antes de publicar a matéria foi solenemente escanteada. Estamos sob o império do “grande Se”, sob o domínio do “achismo” desde as coisas mais banais até às mais importantes para o país. 

Às favas com a busca da verdade, com as declarações de princípios a invocar reiteradas vezes um simulacro de isenção, imparcialidade, busca incessante pela objetividade jornalística. É como se as primeiras páginas dos jornais, seus espaços nobres e vistosos se transformassem do dia para a noite em editoriais alagadiços, transbordando de uma seção a outra, de uma editoria a outra, irrompendo em colunas de notas políticas, avançando por sobre o colunismo social e até mesmo impregnando o espaço dos leitores com a opinião amplamente expostos em cataclísmicos editoriais e repercutidos ao longo da edição. Ufa! Mas não fica por aí: essa semana teve até o vazamento do áudio do apresentador do Jornal da Globo, William Waack, em que mandava Dilma Rousseff calar a boca

Atos sórdidos 

Há poucos dias tratei neste Observatório da angústia irreprimida da grande mídia pelos tais fatos novos, algo que realmente pudesse quebrar a espinha dorsal da continuidade política que vem se desenhando no horizonte, embalada que é por resultados de pesquisas de opinião praticamente unânimes. E, na falta de fatos novos, vamos de fatos velhos mesmos – afinal, se potencializa isso e aquilo, monta-se imensa colcha de retalhos com restos de escândalos antigos, menos antigos e relativamente novos e, quem sabe?, teremos algo que responda prontamente ao se procurar por seu nome: “Fato novo! Venha aqui! É pra você, fato novo!” 

E assim tem sido com o chamado caso da violação do sigilo fiscal de cinco personalidades ligadas ao PSDB, sendo uma a filha do candidato José Serra e também um primo da mulher do candidato. Descobriu-se no mesmo par de dias que foram quebrados os sigilos fiscais de outras 315 pessoas, incluindo-se na numerosa lista o empresário Samuel Klein, dono da Casa Bahia e a da apresentadora da TV Globo, Ana Maria Braga. 

O estardalhaço, como previsível, tem seu foco nas figuras do mundo político. É sobre essas cinco pessoas que tanta tinta é gasta, tanto papel é impresso, tanto espaço midiático é concedido e estendido até não mais poder. Quanto aos demais 315, que bem podem ser cinco centenas e meia de pessoas, a indignação não é suficiente para preencher o espaço de nota de rodapé. Tal é a realidade com que nos defrontamos. 

Os inquéritos estão todos engatinhando, mas as sentenças finais já foram proferidas há bastante tempo pelos tribunais encastelados em nossas principais redações de jornais, emissoras de rádio e de tevê. A sentença que vem sendo propalada apresenta muitas variações para a não mais que duas conclusões: 

1. Os sigilos fiscais das cinco personalidades ligadas ao PSDB foram deliberadamente quebrados com o intuito de favorecer a campanha presidencial de Dilma Rousseff, fazê-la avançar nas pesquisas de opinião pública e, concomitantemente, prejudicar a postulação presidencial de José Serra; 

2. Estes atos sórdidos e cafajestes foram adredemente pensados, planejados e executados com conhecimento e aquiescência do comitê que coordena a campanha governista. 

Uma coisa ou outra 

O que falta é a prática daquilo que atendia pelo nome de bom jornalismo. O caso atual seguirá aos anais da crônica política brasileira como aquele em que a grande imprensa privilegiou a cobertura por ela mesma proferida para o caso, e seu poder imenso para relatar o necessário e indispensável processo de investigação que caso de tal monta continua a ensejar. E são muitos, numerosos, os fios desencapados nas repartições da Receita Federal em Mauá e em Santo André, municípios da grande São Paulo. Um roteiro minimamente razoável poderia ser seguido por jornalistas não-togados para desvendar o cipoal de contradições que o caso apresenta. Se perguntado por algum estudante de jornalismo não hesitaria em prescrever os seguintes passos: 

** Refletir sobre o caso em si. É grave? Sim, gravíssimo. E a potencialização pela grande imprensa não seria menos grave. Não é papel da imprensa partidarizar o objeto de sua cobertura. E no presente caso é exatamente isso o que ocorre: as manchetes da manhã seguem direto para a propaganda política do principal beneficiário do affair

** Há que se retroceder na agenda política do Brasil a setembro de 2009. Estabelecer com o distanciamento crítico possível qual era o quadro político nacional de então: Aécio Neves estaria descartado da indicação tucana para concorrer à presidência da República? Se não, por que algum familiar do então governador mineiro não teve seu sigilo fiscal violado? 

** Conceder o benefício da dúvida antes de convocar o pelotão de fuzilamento. Há que se responder objetivamente a algumas questões elementares: e se Dilma Rousseff for completamente inocente? E se o seu partido não tiver qualquer participação com a violação dos sigilos? E se o assunto estiver mesmo restrito à esfera penal e não à esfera político-eleitoral?

** Há que se refletir sobre a ação do PSDB junto ao TSE visando cassar o registro da candidatura governista. Tal ação demonstrou o elevado grau de belicosidade que se busca injetar em uma campanha com tudo para ser modorrenta. Do início ao fim. E recebeu até nome: “Ação Bala de Prata”. Não fosse a firmeza combinada com a serenidade do ministro do TSE Aldir Passarinho e teríamos o país de pernas pro ar. Não se publicou qualquer análise minimamente aprofundada sobre as implicações de tal investida oposicionista.  

** Há que se levantar também o outro lado dessa história. A começar por esta singela questão: e se a gestação do atual escândalo foi premeditada, planejado com bastante antecedência para surgir como fato novo com poder de fogo capaz de levar a eleição do primeiro para o segundo turno?  Há que se buscar a motivação da candidata governista ao desejar – ainda em setembro de 2009 – recolher de forma ilegal, e flagrantemente criminosa, informações contidas na declaração de renda de Verônica Serra, a filha do então governador paulista José Serra.

** Há que se descobrir a motivação para bisbilhotar o sigilo fiscal de Eduardo Jorge Caldas Pereira, vice-presidente do PSDB e de outros quadros do partido. O mesmo quando apresentadora Ana Maria Braga e o empresário Samuel Klein.

** Há que se notar que, no caso específico da quebra do sigilo de Verônica Serra, surgiu uma procuração falsificada da primeira à última letra e que tem como personagem central o hoje notório contador Antonio Carlos Atella. Notícias dão conta que o personagem carrega consigo perfil inequívoco do clássico estelionatário. Afinal trata-se de cidadão que chegou a possuir não apenas um CPF, mas cinco CPFs e que, sem papas na língua, pretende vender por bom dinheiro informações sobre seu modus operandi e, em suas palavras, “com essa estória vou me arrumar”. Seria importante levantar a vida pregressa do atilado contador, vasculhar seus computadores, devassar sua vida profissional sempre com o devido respaldo legal.

** Projetar o presente caso no futuro buscando um padrão. Por exemplo, analisar sobre que ações poderiam proteger a sociedade brasileira da ação de delinqüentes interessados em turvar o processo eleitoral.

Uma coisa é certa: ou a imprensa se contenta em ser imprensa ou então desiste disso e funda uma agremiação política. Diretrizes partidárias não faltariam, a começar pela visceral defesa da liberdade de prensa, de imprensa, de empresa. O desafio seria saber delimitar uma de outra.

 

setembro 11, 2010 Posted by | Política | , , | 2 Comentários

Blog do JB: Não há nada mais patético que a campanha de José Serra no horário eleitoral da TV

Acabo de ler no site do Jornal do Brasil um interessante post do Blog Rio Acima, do jornalista Marcelo Migliaccio.

“Eu adoro pobre, eu juro, acredite!”, implora o tucano

Não há nada mais patético que a campanha de José Serra no horário eleitoral da TV.

Primeiro, ele se apresentou como Zé e passou a jurar que teve uma infância pobre.

A única ocasião em que alguém enche a boca para contar que o pai era verdureiro é numa campanha eleitoral…

Depois, o Zé Serra, bateu forte e repetidamente na tecla de que adora pobre.

“Eu quero ajudar o povo a viver melhor!”, soltou o tucano entusiasmado.

“Vou aumentar o bolsa-família”, prometeu ele, para causar calafrios no eleitorado do PSDB, que passou oito anos amaldiçoando o programa “bolsa-esmola”, como eles chamavam.

Agora, Serra entrou na fase 3, a fase raivosa e agressiva. De tanto ouvir de seus assessores que precisava virar o jogo, ele anda perdendo a compostura e abandonando aquele ar plácido do início da campanha. Do pescoço para baixo agora tudo é canela para o candidato que despenca nas pesquisas.

E o tal “escândalo” da quebra de sigilo?

Olha, nossa imprensa aliada tucanóide já foi melhor para fazer marola. Chega a ser ridículo o enfoque do caso nos noticiários da TV e nos jornalões devoradores de florestas. Quando lembro da tentativa de imputar ao PT o sequestro do Abílio Diniz, chego à conclusão de que, até mesmo para mentir em véspera de eleição, nossos baluartes já foram melhores.

Ninguém com a mínima noção da realidade acreditou que o PT perderia essa eleição. Nem mesmo Serra. Ele só concorreu porque é a profissão dele, se não fizesse isso, faria o quê?

Agora, se Dilma fará um bom governo, só daqui a quatro anos saberemos. E, claro, não saberemos pela imprensa tucana, que já condenou a futura presidente do Brasil a 48 meses de intrigas, marolas e escândalos raquíticos como este da “quebra de sigilo”.

setembro 8, 2010 Posted by | Política | , , , , | 5 Comentários

Reinaldo Azevedo, de novo…

Bastou eu postar ontem sobre o canalha (Reinaldo Azevedo, o canalha que ainda defende a ditadura de 64!) e seu desejo pelo golpe e ele já me começa o dia de hoje da seguinte forma:

Eles, que odeiam tanto a democracia. Ou: um governo popular tem o direito de pôr fim à democracia?

Pois é. Ele chegou às raias da loucura. Sabe qual o fato que ele deu um spin para concluir que estamos querendo acabar com a democracia? Porque um especialista (ele não diz quem) disse que era muita ousadia do Serra se candidatar contra um governo tão popular.

Pois é. E ele é adorado pela direita reacionária, os tais “homens de bem”.

Ele ainda concluiu hoje que o Lula está intimidando o JN a pressionar o Serra por ter dito que trataram a Dilma com pouca gentileza! Não é um jenio (by PHA) esse tal de Retardado Azevedo?

Aliás, por essa última, fica fácil concluir que ele quer é que tratem o Serra como a Veja tratou. Vocês se lembram como foi? Olha uma pergunta da Óia ao presidenciável:

“Como o senhor conseguiu governar a cidade e o Estado de São Paulo sem nunca ter tido uma única derrota importante nas casas legislativas e sem que se tenha ouvido falar que lançou mão de ‘mensalões’ ou outras formas de coerção sobre vereadores e deputados estaduais ?”

hahahahahahahahahaha

Essa é a imprensa que ele quer!

agosto 11, 2010 Posted by | Uncategorized | , , , , , | Deixe um comentário

Reinaldo Azevedo, o canalha que ainda defende a ditadura de 64!

O Reinaldo Azevedo mostrou esses dias que a ditadura de 64 realmente deveria ter acontecido. Veja como:

FHC diz que não pode comentar opiniões de Dilma porque ex-ministra “não fala”

Gilberto Freyre reacionário? Não creio! Nem na teoria nem na prática. Apoiou, sim, o regime militar de 64, como, diga-se, o fez muita gente. O ambiente político, intelectual e ideológico daquele período ainda precisa ser devidamente reconstruído, sem paixões. Que João Goulart havia instalado o baguncismo no governo é fora de dúvida. Que as esquerdas ameaçavam botar fogo no circo, e pouco importa saber se tinham condições para isso — a propósito: não tinham, como ficou provado —, também é inegável. FHC e todos os que viveram aqueles tempos sabem (eu era bebê…) que havia o temor de que o próprio Jango desse um golpe; muita gente boa apostava nisso e temia uma ditadura unipessoal.

Quem tinha esse temor? A Regina Duarte? Aí ela conversou com a Maitê Proença e combinaram uma revolução dos “machos selvagens”?

Claro que não espanta ninguém o apreço de Retardado Azevedo pela ditadura, mesmo por que ele é fã confesso de gente da mais alta estirpe democrática, como Carlos Lacerda…

Espantado? Não fique:

AINDA CARLOS LACERDA E AS CULPAS

Escrevi ontem, contestando um texto de Elio Gaspari, que o problema de Carlos Lacerda não era a bandeira da moralidade ou a denúncia da roubalheira. O problema de Carlos Lacerda era o golpismo. Escrevi e sustento. Ainda que o considere uma personagem admirável, dono de uma retórica e de um texto primorosos, o fato é que jamais endossaria seu jeito de fazer política. Teria comungado de muitos de seus valores se tivesse sido um seu contemporâneo. Mas não fui.  Tinha 15 anos quando ele morreu., em 1977. Lembro de ter ouvido a notícia no rádio do ônibus. Já tinha sido treinado para odiá-lo, o “grande culpado civil” pelo “golpe de 1964″. Descobri a personagem fascinante, que errava e acertava sempre em grandes proporções, um pouco mais tarde. Adiante.

Quanto a João Goulart, parece piada afirmar que Lacerda pudesse carregar nos ombros a sua deposição. Quem depôs Goulart foi… Goulart quando decidiu levar o baguncismo para dentro do governo. Foi ele que conduziu a política ou para um autogolpe ou para um golpe de estado. Deu golpe de estado.  Entre as duas opções, não me peçam para escolher…

Claro que sabemos a escolha do safado. Fica até bem claro o que ele quer no final do post, ao afirmar pela trocentésima nonagésima vintegentrintésima vez que o Lula e o PT são antidemocráticos:

Essa ladainha de que os derrotados de 1964 foram vítimas de uma terrível conspiração porque queriam democracia e foram esmagados por gorilas de direita  — ou mesmo por um príncipe, como Lacerda, convertido em “Corvo” —, serve para endossar tentações antidemocráticas ainda hoje.

Esses dias mesmo ele voltou com a ladainha do desrespeito aos direitos fundamentais no caso da Previ. Sim, aquele caso de um cara falando que ele mesmo fazia dossiês contra inimigos políticos. Claro que ninguém nunca viu um desses dossiês, a não ser algum repórter da Folha que também achou a ficha falsa da Dilma e os dólares cubanos em garrafas de uísque. Mas voltemos ao Reinaldo. Vejam a última safadeza do Shylock, nosso defensor da legislação constitucional:

ESCÂNDALDO DA PREVI – É ainda mais grave do que o do mensalão. Ou: Os donos do poder

O caso do bunker montado na Previ para fazer “dossiês com conteúdo ofensivo para atingir e desmoralizar adversários políticos” de Lula e do PT (as palavras entre aspas e em vermelho são de Gerado Santiago, um dos que faziam o papelório) é, entendo, a denúncia mais grave surgida contra este governo — mais grave, se quiserem saber, do que o mensalão. Explico-me.

Aquele caso, evidentemente, é escandaloso. Potencialmente, desmoralizava a democracia à medida que buscava criar uma espécie de “Congresso do B”, financiando parlamentares com dinheiro de propina para que fizessem a vontade do governo. Ficou caracterizada também uma espécie de “compra” de partidos políticos, com porteira fechada e tudo. Consolidada a prática, a democracia, obviamente, sairia enfraquecida porque um dos Poderes da República estaria não sob influência, mas sob gerência dos porões do Executivo.

Assim, não se duvide: tratou-se de um atentado à democracia.

O bunker montado na Previ atenta diretamente contra os direitos fundamentais e políticos garantidos pela Constituição Brasileira. Estamos falando da Hidra de Lerna do Estado totalitário mostrando as suas muitas cabeças.  Não está mais no ovo. Já nasceu. Já veio à luz. Está presente — revela-o, na prática, Gerardo Santiago, que foi seu funcionário — em várias instâncias do Estado ou em entes para-estatais, como é o caso dos fundos de pensão. Pessoas estão lá organizadas não para cuidar do fundo, de suas necessidades etc, mas para atuar como uma espécie de polícia política do PT e do governo. Ninguém está fora de seu radar.

Tocado pela comovente defesa de minhas liberdades, resolvi pesquisar quantos “atentados à democracia” o nosso Iago que é fã de Polônio (sim, ele é fã do fofoqueiro que bisbilhotava a rainha falando com seu filho) denunciou em seus 4 anos de Veja. O resultado é IMPRESSIONANTE:

http://www.google.com.br/search?q=”atentado+à+democracia”+site:veja.abril.com.br/blog/reinaldo/&hl=pt-BR&lr=&as_qdr=all&ei=w_lhTOPpEouzuAeWssn7CA&start=0&sa=N

São 56 resultados! Claro que quase todos se referem a comentários dos seus leitores, mas isso já mostra bem como seus pupilos foram adestrados com bastante eficácia.

Concluindo: ele cria os motivos do golpe. Falta alguém encampar essas mentiras e partir para a ação. José Serra é o candidato dele. Se para presidente ou para golpista, aí depende do resultado dessa eleição.

agosto 10, 2010 Posted by | Uncategorized | , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

O IPEA atua para o Serra!

Inacreditável! Impossível! Um absurdo!

Estudo do IPEA

Como o IPEA faz um estudo sobre a miséria e coloca como comparações apenas os valores de 95 e 2008? E o que aconteceu nesse período? Ninguém vai mostrar? Ninguém? Será que eu terei que mostrar? Meu Deus! Cadê a imprensa responsável?

O absurdo foi colocar o Lula e o FHC no mesmo saco, e isso é um crime. Vamos começar pelo Índice Gini, que o IPEA afirmou que caiu de 0,6 para 0,54 de 95 a 2008. Bom, apesar de ser verdade, serve de fundamento para uma desinformação que cai como uma luva para a campanha de Serra, como o título da matéria no “O Globo”:

Governos FH e Lula tiraram 12,1 milhões da miséria

Voltemos ao Gini. O gráfico da evolução do indicador no período analisado é o seguinte*:

Viram quem foi o maior responsável pela queda? Para ficar ainda mais claro, vou colocar mais uma figura em base 100, que é a forma mais adequada de se comparar o mesmo indicador em períodos distintos:

Ou seja, FHC só reduziu o Gini em 2,24% em 8 anos, enquanto Lula diminuiu o mesmo indicador em 6,94%, e isso em apenas 6 anos!

Sobre o quantitativo de pessoas que saíram da miséria, eu não consegui achar esses valores no Ipeadata, mas achei outros bem semelhantes:

Agora os mesmos dados de cima em base100, para comparar FHC-Serra com Lula-Dilma:

 

Aqui a renda média mensal dos 5 décimos mais pobres da população. Se der tempo, eu faço os base100 deles essa noite:

Ou seja, o Lula foi infinitamente superior em todos os aspectos no combate à pobreza. E isso que ainda faltam os dados de 2009 e 2010! O Lula-Dilma vai dar mais show ainda no FHC-Serra.

É por isso que a internet fará o país virar uma potência, pois com ela essa desinformação que tentar nos levar ao retrocesso é exposta. Para frente, Brasil!

* 1991, 1994 e 2000 não apresentam dados. Por isso, utilizei a média entre o ano anterior e o posterior.

Todos os dados tem como origem o site do Ipeadata (Link)

julho 14, 2010 Posted by | Uncategorized | , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Eles tentam esconder, mas a blogosfera mostra! Ou: o melhor amigo de Arruda também apóia o vice de Serra!

O Irã faz seus discípulos

O Irã faz seus discípulos

Ufa! Foi difícil, mas eu achei. Veja só:

DEM aprova coligação com PSDB e nome de Indio da Costa para vice

Percebeu? Não? Vou ajudar:

http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/06/foi-surpresa-para-mim-tambem-diz-indio-da-costa-apos-indicacao.html

http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/06/deputado-do-dem-do-rio-sera-o-vice-de-serra-diz-rodrigo-maia.html

http://www1.folha.uol.com.br/poder/759699-em-votacao-relampago-dem-aprova-em-convencao-novo-vice-de-serra.shtml

http://fotografia.folha.com.br/galerias/204-a-escolha-do-vice-de-serra#foto-4613

Ainda não entendeu? Pois é, isso a tal da desinformação a serviço do poder reacionário. Eu procurei em um zilhão de lugares e nada de achar uma foto que fosse maior. Mas vamos à explicação.

Voltemos ao primeiro link. Veja só a foto novamente:

Convenção do DEM

Escolha do vice do José Serra

Olhe agora a mesma foto com ênfase no que importa:

Que cabeça!

Que cabeça!

Essa pessoa se chama Alberto Fraga. Ele é deputado federal pelo DEM/DF (tinha que ser do DEM…). Até aí tudo bem. Mas ele é, nada mais, nada menos, o maior colaborador do maior ícone do DEM, o nosso queridíssimo ex-governador José Roberto Arruda.

Que serelepe! Todo feliz!

Que serelepe! Todo feliz!

Há até uma bela matéria na Folha de São Paulo sobre ele quando ainda era Secretário de Transportes no governo de Arruda. Aqui vai seu link, bem como um excerto esclarecedor:

Aliado de Arruda, Alberto Fraga diz que vai concorrer ao governo do DF

O deputado federal Alberto Fraga (DEM), um dos mais próximos colaboradores do governador afastado José Roberto Arruda (ex-DEM)…

Desde que Arruda foi preso, há 19 dias, acusado de tentar subornar uma testemunha do escândalo do mensalão do DEM, Fraga já o visitou duas vezes. A Folhaapurou que ontem ele teria um terceiro encontro, mas desistiu após a imprensa divulgar que Arruda tem mandado recados de dentro da prisão a antigos correligionários e citar Fraga como interlocutor dessas ameaças.

Ele também ficou nacionalmente famoso pela contratação de uma empregada domética para sua própria casa que era paga com recursos da Câmara dos Deputados. O mais legal de tudo é o vídeo de suas explicações, ao tentar mostrar que ela, na verdade, trabalhava no gabinete de um outro deputado do DEM. Veja só como foi (a cereja do bolo começa aos 1:50):

Eu transcrevo para vocês a última fala dele, veja que genial:

Alberto Fraga: É uma empregada que presta serviço doméstico. Perdão. Presta serviços externos, né, e… agora, realmente, ficou complicado, né, de explicar.

É isso que o DEM tem a nos oferecer!

Mas voltando ao assunto da omissão, fiquei abismado por precisar procurar em dezenas de links a foto grande do anúncio do vice e não encontrá-la em lugar algum. Apenas aquela que postei aqui, e ainda veio naquele tamanho minúsculo. Essa é a nossa imprensa!

Belas pernas, minha senhora! De quem elas são?

Belas pernas, minha senhora! De quem são elas?

Aliás, como estamos falando de comparações, vai mais uma aí só para lembrar:

Ranking dos pilantras:

1 – DEM – 69
2 – PMDB – 66
3 – PSDB – 58
4 – PP – 26
5 – PTB – 24
6 – PDT – 23
7 – PR – 17
8 – PPS – 14
9 – PT – 10
10 – PV, PHS, Prona, PRP – 1

Eu não achei a quantidade de eleitos por partido, mas fiz um cálculo por filiadosque gerou mais um rankis de pilantras por filiados. Claro que os reaças vencem disparadamente:

julho 1, 2010 Posted by | Uncategorized | , , , , , , , , , , , , | 2 Comentários