Blog da Coroa

O outro lado do Cara!

Marcos Coimbra: quem ganha o 1º turno leva as eleições

Do Correio Braziliense: Os fatos novos

Marcos Coimbra – Sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi

Nas eleições presidenciais, no entanto, até agora não houve um candidato que fosse o mais votado no primeiro turno e perdesse no segundo. Tirando as duas vitórias de FHC, isso não aconteceu com Collor ou Lula. Ninguém venceu de virada

Começa, nesta terça-feira, a etapa final das eleições, com a propaganda eleitoral chegando à televisão e ao rádio. Serão 45 dias decisivos até 3 de outubro, quando, pelo que parece, quase todas as disputas terminarão.

Nas legislativas, porque é em um só turno que elas se resolvem. Para o Executivo, porque o sistema político ofereceu aos eleitores, no plano federal e na maior parte dos estados, um cardápio limitado. Como, raramente, são mais que dois candidatos competitivos, muitas não irão para o segundo turno.

Não que isso vá fazer diferença no futuro. No longo prazo, tanto faz ganhar no primeiro ou no segundo. Os mandatos não são mais legítimos ou mais sólidos se a eleição foi de uma só vez ou se houve outra “vuelta”, como se diz em espanhol. Já tivemos presidentes e governadores eleitos das duas maneiras, sem que isso fosse relevante. Fernando Henrique, por exemplo, ganhou em 1998 no primeiro turno e viveu quatro anos complicados, nos quais sua avaliação caiu sem parar. Lula, que teve que disputar o segundo turno em 2006, governou sem problemas e sua popularidade sempre subiu.

Nas pesquisas, os candidatos que estão atualmente na frente também lideram nos cenários de segundo turno, seja no plano federal, seja nos estados. É isso mesmo que costuma acontecer na urna: quem vence o primeiro, tende a vencer o segundo, salvo nas exceções de praxe. Já as tivemos em várias eleições estaduais, quase sempre explicadas pela rejeição ao candidato que ganhou o primeiro.

Nas eleições presidenciais, no entanto, até agora não houve um candidato que fosse o mais votado no primeiro turno e perdesse no segundo. Tirando as duas vitórias de FHC, isso não aconteceu com Collor ou Lula. Ninguém venceu de virada.

Também não tivemos, desde a redemocratização, a derrota de um candidato que chegasse à reta final na liderança das pesquisas. Nas cinco eleições presidenciais que fizemos, sempre terminou vencendo quem estava em primeiro lugar. Houve trocas entre o segundo e o terceiro (Lula e Brizola, em 1989, Serra e Ciro, em 2002) ou entre o terceiro e o quarto (Enéas com Quércia, em 1994), mas nunca uma reviravolta que desse a vitória a quem estava em segundo lugar.

A explicação mais provável desse padrão de resultados finais pouco surpreendentes é a tendência da maioria dos eleitores de definir cedo seu voto para presidente. Na verdade, o mais cedo que a pessoa consegue. Depois que conhece os candidatos e escolhe, sua decisão só muda se algo de extraordinário ocorrer.

O caso mais emblemático de mudança de “última hora” em uma eleição presidencial aconteceu em 1994. Até o fim de junho, Lula liderava em todos os cenários, com 30 pontos de vantagem sobre Fernando Henrique. Aí, um míssil chamado Plano Real caiu do céu e estilhaçou a candidatura petista. Em pouco mais que dois meses, o quadro se inverteu e o tucano chegou à vitória (no primeiro turno).

Mas essa história mostra quão forte tem que ser uma alteração de cenário para tirar do trilho uma eleição presidencial. Nenhuma das outras foi assim. O desfecho de todas se tornou previsível bem antes. As urnas sempre confirmaram o favoritismo de quem estava na frente nas pesquisas.

Ou seja, não existem “fatos novos” que mudem uma eleição presidencial na undécima hora. Pelo menos, não existiram, até agora, em nossa trajetória.

Dois tipos de pessoas ficam inconformados com essa previsibilidade. De um lado, quem não gosta do candidato que lidera e quer que ele (ou ela) perca. Imaginando que, na ausência de “fatos novos”, seu preferido será derrotado, fica à procura deles, torcendo para que apareçam. Reza para que os debates, as entrevistas na televisão, um escorregão, uma declaração polêmica, sacudam tudo e mudem as tendências que estão em curso.

De outro, os jornalistas. Existe coisa mais aborrecida que repetir a mesma manchete todo dia, dizendo que tudo está igual? Que a eleição continua tão previsível hoje quanto há meses? A imprensa precisa de notícias, de preferência surpreendentes. Sem “fatos novos”, fazer o jornal é mais difícil. Por isso, os jornalistas os amam.

E os jornalistas que não querem a vitória de quem está na frente? E as empresas de comunicação que têm simpatias por quem está em segundo ou terceiro? Aí, se os fatos novos teimam em não surgir, a tentação de criá-los é grande. Inutilmente, pelo que conhecemos de nossas eleições presidenciais anteriores. Quando a maioria do eleitorado cisma que vai votar em alguém, não há “fato novo” que a mova. É como fogo de morro acima. Ou água de morro abaixo.

agosto 15, 2010 Posted by | Política | , , , | 1 Comentário

Mais Reinaldo Azevedo

Mentira nem sempre é mentira. Às vezes trata-se de um erro cometido percebido por um espírito armado. Os parciais vêem mentiras dos inimigos e erros dos amigos. Já o Retardado Azevedo considera um erro de 2.600% uma besteirinha que nem merece comentário e um erro de 0,9% uma “lambança eleitoral” (Link).

Esse erro de 2.600% é a pequena diferença entre o que o Serra disse (5.000% ao ano) que era a inflação antes do FHC e a inflação máxima que o país atingiu, em 1993 (2.477%). Para ser rigoroso mesmo, a inflação no ano anterior ao FHC foi de 916%, o que daria uma discrepância de meros 4.100%. Mas vamos ser lenientes com eles.

Pois bem, o Retardado nem citou esse pequeno deslize do Serra, mas ele sabe que ele existiu. Tanto é que hoje citou um número que, apesar de também errado, é bem menor do que o que seu chefe disse. Ele falou: “em 1993, a inflação havia chegado a mais de 2.700% aos ano” (Link). Bom, o Ipeadata fala que chegou a 2.477 em 1993. Acreditaremos em quem?

Aliás, ele também soltou mais uma:

“No primeiro ano do Plano Real, a que o PT se opôs, foi de 1,8%.”

Pois é, o Ipeadata fala em 22,41% em 95. Se formos rigorosos e colocarmos o primeiro ano mesmo de Real (jul/94 a jun/95), aí o valor vai ser beeem mais alto.

E ele ainda soltou a maior mentira de todas depois, e ainda acusou os que dizem a verdade de serem vigaristas! Pode? É, ele pode:

“O  Real, sim, foi o grande golpe dado na pobreza no Brasil — coisa que os vigaristas e mistificadores de agora não reconhecem. E só isso seria o bastante para desqualificar a tal “nova era lulista”.”

Bom, essa é A mentira, e eu já mostrei aqui. Olha só o gráfico da evolução de renda dos 50% mais pobres desde o plano Real:

Estagnação no FHC, crescimento com o Lula

Estagnação no FHC, crescimento com o Lula

E ele chama esse post dele de um “Texto de formação”. É sim um texto de formação, mas com um trans na frente, pois é um texto de transformação de mentiras em verdades.

Ah, ele adora fazer esses textos de (trans)formação. Só uma pesquisa básica no Google mostra que ele fez essas vigarices 46 vezes! (Link da pesquisa)

É um safado formando safadezas.

agosto 12, 2010 Posted by | Uncategorized | , , , , , , | Deixe um comentário

Brasil pode mais: País caminha para índice inédito de emprego formal

Do portal Terra: País caminha para índice inédito de emprego formal

Por Ana Cláudia Barros

O Brasil criou cerca de 1,5 milhão de empregos formais nos primeiros seis meses de 2010. A estimativa é do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que divulga, nesta quinta-feira (15), em Brasília, os números relativos a junho do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Na análise do presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann, o desempenho do primeiro semestre, considerado histórico, sinaliza, em primeiro lugar, que o País conseguiu sair mais forte da crise financeira internacional, que atingiu o mundo entre 2008 e 2009.

– Em segundo lugar, significa que os empregos estão não apenas sendo impulsionados pela capacidade instalada, que havia sido reduzida em função da crise. Mais do que isso: vêm sendo puxados pelos novos investimentos.

Sobre as projeções do ministro Lupi, que espera fechar 2010 com com 2,5 milhões de contratações com carteira assinada, Pochmann considera a estimativa factível.

– Nós trabalhamos na passagem do ano passado para este, com o número de 2 milhões, mas a expectativa de crescimento da economia nacional não era como está agora. Portanto, dada a evolução até o momento, esse novo ritmo, é bastante provável que nós tenhamos um universo de empregos gerados acima de 2 milhões, aproximando-se dos 2,5 milhões.

Mais do que expressivo, segundo o economista, o número é inédito na história do Brasil. Na prática, significa dizer que, a cada dez postos de trabalhos gerados, nove já são formais, conforme explica o presidente do Ipea.

Desde a introdução da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que não havia se registrado experiência como essa. Isso acontece depois de toda a avalanche de argumentos, nos anos 90, de que o Brasil não geraria empregos com carteira assinada porque a CLT estava ultrapassada e impossibilitava isso.

Acréscimo do Hermes:

Para ficar mais clara a diferença entre Lula e FHC, peguei os dados do Ipeadata sobre o saldo de empregos. O gráfico* é assustador! Vejam só:

Ou seja, o Lula criou 10.216.341 empregos até aqui. Mais de 10 milhões de empregos em 7 anos!

O FHC demoraria 22 ANOS E 11 MESES para fazer o que o Lula fez em 7 ANOS E 6 MESES!

Uma baile!

* Os dados foram extraídos do Ipeadata. A série se inicia em maio de 1999. Aliás, essa estratégia do FHC de começar séries de emprego em maio já foi objeto de um outro post meu (Lanço aqui uma suspeita sobre o governo FHC). Os dados só vão até março de 2010. De abril a maio usei os valores do Correio Braziliense de hoje, bem como o valor de junho, que é uma estimativa. Esses últimos valores só apresentam os milhares.

O link da planilha que montei: Empregos criados Lula e FHC

julho 15, 2010 Posted by | Emprego | , , , , , , | 4 Comentários

O IPEA atua para o Serra!

Inacreditável! Impossível! Um absurdo!

Estudo do IPEA

Como o IPEA faz um estudo sobre a miséria e coloca como comparações apenas os valores de 95 e 2008? E o que aconteceu nesse período? Ninguém vai mostrar? Ninguém? Será que eu terei que mostrar? Meu Deus! Cadê a imprensa responsável?

O absurdo foi colocar o Lula e o FHC no mesmo saco, e isso é um crime. Vamos começar pelo Índice Gini, que o IPEA afirmou que caiu de 0,6 para 0,54 de 95 a 2008. Bom, apesar de ser verdade, serve de fundamento para uma desinformação que cai como uma luva para a campanha de Serra, como o título da matéria no “O Globo”:

Governos FH e Lula tiraram 12,1 milhões da miséria

Voltemos ao Gini. O gráfico da evolução do indicador no período analisado é o seguinte*:

Viram quem foi o maior responsável pela queda? Para ficar ainda mais claro, vou colocar mais uma figura em base 100, que é a forma mais adequada de se comparar o mesmo indicador em períodos distintos:

Ou seja, FHC só reduziu o Gini em 2,24% em 8 anos, enquanto Lula diminuiu o mesmo indicador em 6,94%, e isso em apenas 6 anos!

Sobre o quantitativo de pessoas que saíram da miséria, eu não consegui achar esses valores no Ipeadata, mas achei outros bem semelhantes:

Agora os mesmos dados de cima em base100, para comparar FHC-Serra com Lula-Dilma:

 

Aqui a renda média mensal dos 5 décimos mais pobres da população. Se der tempo, eu faço os base100 deles essa noite:

Ou seja, o Lula foi infinitamente superior em todos os aspectos no combate à pobreza. E isso que ainda faltam os dados de 2009 e 2010! O Lula-Dilma vai dar mais show ainda no FHC-Serra.

É por isso que a internet fará o país virar uma potência, pois com ela essa desinformação que tentar nos levar ao retrocesso é exposta. Para frente, Brasil!

* 1991, 1994 e 2000 não apresentam dados. Por isso, utilizei a média entre o ano anterior e o posterior.

Todos os dados tem como origem o site do Ipeadata (Link)

julho 14, 2010 Posted by | Uncategorized | , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Por que o Brasil crescerá cada vez mais e melhor – 1

Reproduzo matéria do excelente site “Inovação Tecnológica”, que mostra como o governo atual (em especial o federal) tem agido para aumentar os investimentos em inovação tecnológica no país.

Investimento em inovação tecnológica no Brasil bate recorde

Balanço da inovação

Os investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) crescem a cada ano no Brasil. Dados parciais do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) apontam para resultados ainda mais positivos para o relatório deste ano.

A Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Setec) espera, no caso da aplicação da Lei do Bem, contabilizar cerca de 800 empresas e R$ 10 bilhões de investimentos na área, relativos a 2009.

Os valores são significativamente maiores na comparação com 2006, quando 130 empresas gastaram em torno de R$ 2 bilhões em processos inovativos. Em 2007, eram 300 empresas e R$ 5,1 bilhões de investimentos. O recorde foi superado em 2008, com um total de 460 adesões e R$ 8,1 bilhões investidos.

Marola tecnológica

A previsão, referente a 2009, está baseada nas primeiras informações repassadas pelas empresas à Setec. O prazo para enviar os dados ao departamento encerra no final de julho, mas na avaliação do secretário Ronaldo Mota já é possível dizer que, felizmente, a crise financeira mundial teve pouco reflexo no sentido de estancar a trajetória da inovação no País.

“Tudo indica que as empresas brasileiras reagiram positivamente à crise, aumentando o seu nível de investimento, especialmente em inovação. Podemos imaginar esses números, com uma boa margem de acerto; e isso é significativo, algo da ordem de 0,30% do Produto Interno Bruto (PIB – a soma das riquezas do País)”, calcula.

O crescimento de empresas inovadoras chegou a 350%, entre 2006 e 2008.

Lei de Inovação

Mota atribui as adesões das empresas, durante o período, aos novos incentivos fiscais e tributários concedidos pelo governo Federal; por intermédio da Lei de Inovação e da Lei do Bem, entre outras iniciativas.

“A Lei de Inovação, de 2004, abriu a possibilidade de ter processos de subvenção e a Lei do Bem, de 2005, disciplinou esse processo, entre outros aspectos; porque permitiu às empresas declarantes do lucro real a terem um mecanismo efetivo de se isentarem de impostos proporcionalmente ao investimento feito em pesquisa desenvolvimento e inovação”, esclarece o secretário.

As informações repassadas pelas empresas são avaliadas pela Setec que, ao final da análise, encaminha um relatório consolidado à Receita Federal. A empresa contabiliza os investimentos feitos, durante o exercício fiscal, depois preenche um formulário, especificando as linhas de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico e os respectivos dispêndios, justificando o abatimento no imposto de renda e na Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), bem como os cálculos realizados, e envia à secretaria.

Mota cita outras formas utilizadas pelo MCT para estimular a inovação. Entre elas, a subvenção direta e concorrencial, feita por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao MCT. A agência define as áreas prioritárias e um comitê de julgamento avalia o projeto apresentado pelas empresas.

“O financiamento é a fundo perdido, diretamente para a empresa, e permite que ela leve adiante a execução do plano de inovação. A subvenção decorre da Lei de Inovação. Já estamos próximos de R$ 2 bilhões de investimentos nesta modalidade”, afirma.

Inovar versus modernizar

Mota diferencia ainda o termo inovar de modernizar. “Modernizar é comprar equipamentos e adquirir instrumentos. Inovar é apostar em pesquisa, contratar ou se associar a produtores de conhecimento, ciência e tecnologia”, explica.

O Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec), criado pelo Decreto 6.259 de 20 de novembro de 2007, é um dos elementos que auxilia nessa trajetória, ao melhorar a organização da oferta de conhecimentos, principalmente baseado nas demandas, aumentando a sinergia das ações destinadas ao apoio às empresas.

Neste sentido, o MCT investe na capacitação de mais de 400 laboratórios de calibração, ensaios e análises que ofertarão às empresas serviços de avaliação da conformidade. A intenção é oferecer o apoio necessário para garantir produtos brasileiros com selo de qualidade e condições de competir no mercado nacional e internacional.

Extensão tecnológica

Outra frente de ação, no âmbito do Sibratec, está presente em 22 estados com a implementação das redes estaduais de extensão tecnológica que são destinadas a solucionar pequenos gargalos na gestão tecnológica, projeto, desenvolvimento e produção das micros, pequenas e médias empresas. O sistema viabiliza o contato com institutos de tecnologia, centros de pesquisa e universidades, que possam prestar atendimentos tecnológicos por valores razoavelmente limitados, de até R$ 30 mil.

“O Sibratec constrói uma ponte entre a academia (a excelência da pós-graduação) e o setor produtivo para facilitar a transferência do conhecimento. Foram organizadas 14 redes de centros de inovação em todo o País, em várias áreas do conhecimento que propiciam às empresas desenvolver projetos cooperativos inovativos. O Sibratec/Finep aportará até 95% do valor desses projetos, de acordo com o porte da empresa”, acrescenta.

Inovação recente

Na avaliação de Mota, apesar do crescimento verificado nos últimos anos, a tradição inovadora é recente no Brasil e precisa avançar ainda mais para garantir o crescimento sustentável no futuro. Ele justifica que o processo de transferência do conhecimento é frágil. O País é responsável por 2,4% da produção científica mundial, mas responde apenas por 0,2% do registro de patentes em todo o mundo.

“Não é correto dizer que o Brasil investe pouco em pesquisa e inovação porque a dinâmica é acentuada e favorável. O que podemos dizer é que o hábito, a prática, a tradição da inovação no País, especialmente nas empresas, ainda é bastante recente, em especial no segmento industrial. Isso está se dando num processo muito acelerado, mas é uma das nossas grandes dificuldades”, reconhece.

Ou seja, aos poucos vamos nos livrando do ranço do atraso promovido pelo governo FHC-Serra.

junho 28, 2010 Posted by | Uncategorized | , , , , , | Deixe um comentário

Uma aula de história e bons modos a Dunga

Reproduzo, na íntegra, excelente post do impagável blog do Professor Hariovaldo, o defensor dos homens bons contra os moreninhos revolucionários setentrionais e de banânia. Vale a pena ler, é diversão garantida! Vale a pena ler os comentário também!

Veja bem com quem está falando, retranqueiro!

Mais um agente vermelho para importunar os homens de bem

Mais um agente vermelho para importunar os homens de bem

Aos homens bons caberá a glória da conquista do áureo troféu de football, disputado naquele país que já conheceu melhores dias, quando os moreninhos conheciam seu lugar e não disputavam melhores posições na alva sociedade afrikkaner. Temos tudo a nosso favor: jogadores estelares, mundialmente conhecidos, grandes patrocinadores, muito dinheiro envolvido (pois banquete grátis só existe na mente de usurpadores atrozes) e a Platinada.

A rede de Dr. Roberto sempre se pautou pela sua retidão moral e caráter inatacável, por sua isenção, competência técnica e profissional. Dr. Roberto, um democrata de quatro costados, não se intimidou pelo avanço irresistível das brigadas jangomarxistas e, empenhando a própria vida, empregou todos os recursos disponíveis aqui e no exterior, a fim de não permitir que a Revolução aqui fincasse suas garras. Torpes labéus granjeados por Jango, Brizola, Arraes, Paulo Freire, Darcy Ribeiro, Anísio Teixeira e demais quadros da Internacional Comunista faziam da guerrilha sua profissão de fé, apavorando os homens bons da sociedade, aterrorizando os empresários e investidores.

Tal quadro dantesco, a ditadura marxista que se avizinhava, Cuba lançando desafiadores recados ao Grande Pai do Norte, as perspectivas eram desesperadoras. Diante disso, restou a nossa brava, intrépida e isenta imprensa tomar para si a tarefa de liderar a Resistência democrática, até que os bem-vindos e imparciais reforços Yankees aqui desembarcassem, fosse em espírito, fosse em espécie.

Dr. Roberto, em vibrantes editoriais e manchetes conclamava o povo pegar em armas e resistir ao avanço dos vietcongues brazucas. A indômita classe-média acorreu ao chamado prontamente. E o resto é história. E a história nos diz que tudo que é informação passa pelo filtro da maior empresa de Comunicações do Ocidente, por seus photoshops e correções estilísticas e linguísticas, praticadas pessoalmente pelo pupilo Grão-Mestre Ali Kammel, um grande e reconhecido intelectual, cujo livro-bomba “Não somos apenas racistas” destruiu uma das facetas do movimento guerrilheiro bolchevista internacional, o movimento moreninho, que com suas cotas e exigências prepara seguidos assaltos aos nossos diversos e já cristalizados estatutos sociais que vêm funcionando perfeitamente nos últimos 500 anos.

Em outro famoso episódio, aquele que coroou a carreira jornalística do colega Dr.Roberto, sua rede não incomodou a população com notícias fúteis, como aquela baderna ocorrida na Praça da Sé em 1984 que os bolchevistas, ironicamente, batizaram Diretas Já (segurem as risadas, sim?), como se existissem “eleições” ( “diretas” ainda por cima ) na falida URSS. A fama de democrata das comunicações que Dr. Roberto conseguiu em sua carreira vencedora atingiu os píncaros, quando sua emissora, brilhantemente, editou o show que nosso Apolo, o candidato Fernandinho I deu sobre o candidato vermelho do PT em 1989, o Menino Molusquinho do PT. Por quê a Platinum Plus editou o debate? Por uma razão simples: o nosso Apolo grego passou como um rolo compressor sobre o infeliz apedeuta, e o Doutor Roberto não queria apresentar o massacre, pois era contra as cenas de sangue, e achou que o adversário dos homens bons não precisava ter seu pescoço pisotado, pois vencido já estava, desnorteado, tonto e apalermado. Dr. Roberto deixou-nos um legado de humanismo e cristandade, e não será um mero e estafermo botinudo que irá colocar seu prestígio a perder.

junho 23, 2010 Posted by | Uncategorized | , , , , | 3 Comentários

José Serra – O eleitor é ignorante

Veja o vídeo da sabatina do José Serra  (AQUI). Logo no começo do segundo vídeo (com o título “Lula e Luís XIV”) ele já mostra todo o preconceito elistista que seus eleitores querem dele.

Leia aqui a transcrição:

Jornalista: No discurso que o senhor fez na convenção do seu partido, o discurso com o qual o senhor aceitou a…, oficializou a sua candidatura à presidência, o senhor comparou o presidente Lula a Luís XIV. Eu queria lhe fazer duas perguntas sobre isso. Primeiro, que o senhor explicasse um pouco melhor o que o senhor queria dizer (risos de José Serra); e segundo se o senhor acha que o eleitor entende isso.

José Serra: Se eu acho o quê?

Jornalista: Que o eleitor entende a comparação

José Serra: Não, não, claro que não.

Logo depois ele destrata uma das entrevistadoras com aquele seu jeito irônico,  delicado como um Gilmar Mendes enfrentando um negro abusado. E o Dunga que é um grosso!

Depois disso, o próximo livro do Ali Kamel será “Sim, somos boçais”.

junho 22, 2010 Posted by | Política | , , , , , | Deixe um comentário

Economia básica para aviceados

Herança maldita de FHC-Serra vs. Aumento consistente de Lula-Dilma

Herança maldita de FHC-Serra vs. Aumento consistente de Lula-Dilma

Nada como um bom neologismo para falar sobre a última do Zé Ladeira Abaixo (como diria o PHA).

Dentro de sua análise bem peculiar sobre o resultado do PIB sino-brasileiro do primeiro trimestre de 2010, ele teve a cara de pau de criticar a queda no investimento agregado, em mais um exercício de desinformação, estratégia que denunciei AQUI.

Bom, o gráfico do início do post (do Correio Braziliense) mostra claramente quem causou a verdadeira queda do investimento no país. Sim, foi o governo FHC-Serra. A coisa foi tão grave que derrubou a credibilidade do Brasil, e com isso demoramos um ano para recomeçarmos o crescimento, mesmo tendo como presidente O Cara. E no ritmo em que estamos, só retornaremos ao patamar de 2000 lá pela segunda metade do pimeiro mandato da Dilma, e ainda assim estaremos longe do resultado de 1994 de Itamar.

Ou seja, o mal que o PSDB-DEM fizeram é que atravancam o progresso do país.

Só para ficar ainda mais explícito o assassinato de investimentos do FHC-Serra e a recuperação promovida por Lula-Dilma, vejam o gráfico da média de investimento anual desde 1991:

Investimentos FHC-Serra vs. Lula-Dilma

Investimentos FHC-Serra vs. Lula-Dilma

Olha lá, a dupla infernal pegou o poder com 21,5% de investimento e entregou com apenas 16,4%. O Lula patinou no começo por causa da baixa credibilidade do país, mas depois retomou o ritmo de crescimento, até dar uma travada graças à crise mundial e agora retomou com força total.

Volto a repetir aqui: nosso maior problema não foi a crise mundial, nosso maior problema foram os dois governos FHC-Serra entre o Itamar e o Lula.

junho 9, 2010 Posted by | Economia | , , , , , , , , , , | 2 Comentários