Blog da Coroa

O outro lado do Cara!

Boa da semana: Meirelles fora do Governo Dilma

A economia real agradece

Do Correio Braziliense: Dilma decide pela saída de Henrique Meirelles do BC

Victor Martins

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, não será mantido no cargo pela presidente eleita, Dilma Rousseff. Ela já bateu o martelo em relação a esse assunto, aborrecida com o fato de Meirelles ter usado a imprensa para impor condições para ficar no BC. Dois nomes estão na mesa da presidente eleita para suceder Meirelles: Nelson Barbosa, secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, e Alexandre Tombini, atual diretor de Normas do BC.

“Ele (Meirelles) não vai continuar, já foi decidido”, disse a fonte à agência Reuters. Dilma também deverá tirar o status de ministro do próximo presidente do BC.

Meirelles exigiu que Dilma mantenha a autonomia da instituição para definir a taxa básica de juros (Selic). Ao agir assim, o presidente do BC indicou ao mercado que, sem ele à frente do BC, a política monetária será afrouxada, mesmo em momentos de riscos inflacionários, como os registrados atualmente.

As especulações em torno da permanência ou não de Meirelles no cargo de presidente do BC aumentaram após o convite feito à Guido Mantega para permanecer à frente do Ministério da Fazenda. Ele aceitou o pedido. Participantes do mercado defendiam a permanência de Meirelles no cargo como contraponto ao ministro da Fazenda e a uma política fiscal menos rigorosa.

Depois da decisão de Mantega, jornais publicaram que Meirelles não continuaria no cargo a menos que Dilma pudesse garantir a autonomia do BC. Mas notícias publicadas na imprensa mostravam que Dilma teria se irritado com as supostas condições apresentadas por Meirelles para permanecer no cargo.

Na chefia do BC desde janeiro de 2003, Meirelles foi o presidente que ficou por mais tempo no cargo. Com atuação no combate à inflação sempre elogiada, ganhou ainda mais destaque na coordenação, junto com Mantega, do combate aos efeitos da crise financeira global.

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novembro 22, 2010 Posted by | Economia | , , | 1 Comentário

José Serra, o castrador da imprensa

Não sou de achar que um fato isolado mostra como é o caráter de uma pessoa.

Também não sou de acreditar em boataria, e muito menos de espalhar.

Aliás, longe disso! Por isso nunca falei nada aqui sobre a questão do diploma do Serra, bem como do cateterismo a que ele foi submetido, sobre as “fraudes” nas pesquisas IBOPE e Datafolha e muito menos sobre possível desistência de Serra da candidatura.

No caso do Serra e a imprensa, sempre duvidei dos boatos sobre as perseguições a repórteres que o desagradavam. O PHA sempre fala sobre isso e me mantive, em todo esse tempo, cético em relação ao assunto.

No entanto, nos últimos dias, assistimos a uma sequência suspeitíssima de coincidências. Tudo está resumido no seguinte post do Nassif:

Pedágio derruba mais um jornalista da TV Cultura

Há uma semana, Gabriel Priolli foi indicado diretor de jornalismo da TV Cultura.

Ontem, planejou uma matéria sobre os pedágios paulistas. Foram ouvidos Geraldo Alckmin e Aloízio Mercadante, candidatos ao governo do estado. Tentou-se ouvir a Secretaria dos Transportes, que não quis dar entrevistas. O jornalismo pediu ao menos uma nota oficial. Acabaram não se pronunciando.

Sete horas da noite, o novo vice-presidente de conteúdo da TV Cultura, Fernando Vieira de Mello, chamou Priolli em sua sala. Na volta, Priolli informou que a matéria teria que ser derrubada. Tiveram que improvisar uma matéria anódina sobre as viagens dos candidatos.

Hoje, Priolli foi demitido do cargo. Não durou uma semana.

Semana passada foi Heródoto Barbeiro, demitido do cargo de apresentador do Roda Viva devido às perguntas sobre pedágio feitas ao candidato José Serra.

Para quem ainda têm dúvidas: a maior ameaça à liberdade de imprensa que esse país jamais enfrentou, nas últimas décadas, seria se, por desgraça, Serra juntasse ao poder de mídia, que já tem, o poder de Estado.

Bom, tudo isso parecem ser meras conjecturas. Claro que o Nassif tem os seus contatos, e não afirmaria o que sublinhei sem ter algum respaldo. Mas ainda assim preferi ignorar o assunto, pois essas comunicações entre jornalistas insistem em ter muito ruído.

No entanto, nos últimos dias aconteceram coisas que me fizeram suspeitar seriamente de que esses boatos, na verdade, estariam mais próximos da verdade do que eu gostaria.

Em primeiro lugar, o Reinaldo Azevedo, o mais fiel defensor de José Serra, silenciou totalmente sobre o assunto. Bom, para quem não o conhece, isso pode parecer normal. Mas para quem acompanha seu blog todo dia percebe que esse silêncio é pertubador. Ele não faz o tipo do lacaio que prefere calar para não dar visibilidade a algum assunto. Pelo contrário. Ele desencava qualquer suspeita levantada pela blogosfera ou pela imprensa e já apresenta dezenas de “provas contundentes”  para tentar desmoralizar a pessoa que levantou a suspeita e ainda aproveita para botar sob suspeição o autor da denúncia.

Como exemplo mais esdrúxulo, ele foi um dos que tentaram desmoralizar o juiz Fausto de Sanctis por ter citado Carl Schmitt quando dos desdobramentos da Satiagraha. O mote foi que o famoso consitucionalista alemão teve certas relações com o nazismo. Tudo isso para lamber as botas do Gilmar Dantas, Supremo Presidente que é o Daniel do Shylock Azevedo. 

Voltando ao Serra. Somado ao silêncio eloquente do Shylock dos Civita, correu hoje na blogosfera a última patada que o Serra mandou em um repórter. Cheguei ao assunto pelo site do PHA:

Cloaca: Serra investiga e ataca jornalistas no Maranhão

Isso também pode ser um emaranhado de conjecturas, mas um conjunto de indícios pode constituir uma prova, e o que podemos concluir dos vídeos que postarei a seguir é que o cabra é bravo! Veja só:

Esse vídeo acima foi o que postaram hoje. Na verdade é um áudio com várias fotos em slide. O link do PHA explica melhor o q aconteceu. Vamos aos próximos (do mais recente para o mais antigo):

Acho que ficou bem claro como José Serra trata os repórteres. E olha que todos esses vídeos ocorreram em pouco mais de um ano!

Claro que ele dispensa tratamento bem distinto à Globo: Serra pede desculpas a repórter da Globo

Como diria um amigo, ele é mais grosso do que cano de passar merda!

julho 14, 2010 Posted by | Uncategorized | , , , , | 4 Comentários

Imprensa faz ouvidos moucos

Isso eu não quero ouvir!

A notícia do estupendo superávit primário no primeiro trimestre e em abril de 2010 foi até noticiada. Mas será que alguém leu e absorveu seus dados?

Digo isso porque o último parágrafo da reportagem do Correio Braziliense de hoje diz o seguinte:

“O setor público acumulou um superavit primário de R$ 36,6 bilhões nos quatro primeiros meses do ano. Como o desembolso de juros somou R$ 59,4 bilhões, o deficit nominal chegou a R$ 22,8 bilhões.”

Fica até difícil entender a profundidade do texto. Isso porque ele gera uma contradição tão grande com o que vemos que é melhor ignorar e passar adiante do que enfrentar a questão.

A contradição é a seguinte:

a) toda a imprensa fala em “xxx fiscal”, sendo xxx qualquer termos entre laxismo, farra, descontrole, afrouxamento, festa, pacote de bondades etc. Além disso, critica-se o aumento de despesas correntes vinculadas, como vencimentos das carreiras públicas.

b) no entanto, a mesma imprensa mostra que “O setor público acumulou um superavit primário de R$ 36,6 bilhões nos quatro primeiros meses do ano“.

Mas como isso é possível? Qual a lógica de se atribuir uma “farra fiscal” a uma situação de superávit?

Isso nos leva à conclusão de que a imprensa se preocupa apenas em parte, sem considerar o “desembolso de juros [, que] somou R$ 59,4 bilhões“.

Vai ver eles se confundem nos gráficos

 

Quanta coisa!

 

maio 28, 2010 Posted by | Economia | , , , , , , , , | Deixe um comentário

O comparativo definitivo FHC-Serra vs. Lula-Dilma

Vou mostrar aqui o porquê de o governo Lula ter feito tanto sucesso na economia enquanto o FHC comia ou vendia nossas riquezas:


Para começar, as taxas de juros praticadas no governo Lula foram muito inferiores que as do FHC.

Isso diminuiu o custo da dívida, e com isso o Brasil do Lula passou a manter estável a dívida pública líquida, ao contrário do que fez o FHC:

Com essa economia ele comprou mais dólares para compor suas reservas internacionais, que eram medíocres com o FHC:

Essas reservas nos fizeram ser credores internacionais, e o Lula entregará uma dívida externa negativa, ao contrário do FHC, que a aumentou em 78%:

Toda essa soberba econômica do Lula levou a um crescimento real do PIB (que é o PIB per capita) bem maior que o do FHC, tanto em dólares como em reais:

E antes que algum alienado pela Veja venha falando que isso é por causa dos fatores externos, pois o mundo estava com uma liquidez imensa, o que não acontecia com o FHC, toma então na cara:

Toma na cara

O Brasil realmente se aproveitou do bom momento da economia mundial para alavancar seu crescimento.

Mas isso não faz do FHC um presidente igual ao Lula, pois com o FHC o Brasil cresceu menos que o Mundo e com o Lula cresceu mais, como dá para ver no post do blog acima e no vídeo a seguir:

Isso causou um crescente otimismo em relação ao Brasil (Link com as boas notícias sobre o Brasil), o q por sua vez importou uma enxurrada de dólares no país, causando o derretimento do dólar (que antes era ótimo para a sua bíblia, a Veja: Veja adorava o real forte, mas agora é época de eleições, então é bom criticar!)

Esse derretimento do dólar causou um problema, que é a queda no saldo comercial, mas ainda assim o saldo do Lula dá um banho no do FHC (que, aliás, foi negativo no total):

Esse baixo saldo na balança comercial criou o déficit em transações correntes (o que é ruim por um lado), mas esse ainda assim é bem melhor com o Lula do que com o FHC (que derreteu quase 200 bilhões de dólares do Brasil):

Mas esse dólar fraco causa um bom efeito na inflação, que foi bem melhor com o Lula que com o merda do FHC:

Um dos motivos de todo esse sucesso foi a independência que o Lula respeitou do Banco Central,
ao contrário do FHC e do que pretende o Serra

Outro motivou foi a distribuição de renda, que causou um aumento da massa consumidora no país, graças ao aumento do salário mínimo real, bem melhor no Lula que no FHC:

Essa distribuição de renda gerou diminuição da desigualdade no Brasil, o que não ocorreu no FHC:


Isso teve como um de seus efeitos o aumento no consumo, como podemos ver no caso dos veículos:

Esses veículos e as outras compras são financiadas pelos bancos, que lucram com isso, o q explica seus ganhos crescentes. O lucro do BB foi altíssimo (assim como será o da Caixa) pois eles emprestaram durante a crise (medidas anticíclicas), e com isso no BB

“O crédito imobiliário cresceu 103,9%.“. Com isso a carteira de ativos dos bancos públicos cresceu e eles dominaram uma grande fatia do mercado, aumentando seus lucros.E isso é bom!

Aliás, como estamos falando de comparações, vai mais uma aí só para lembrar:

Ranking dos pilantras:

1 – DEM – 69
2 – PMDB – 66
3 – PSDB – 58
4 – PP – 26
5 – PTB – 24
6 – PDT – 23
7 – PR – 17
8 – PPS – 14
9 – PT – 10
10 – PV, PHS, Prona, PRP – 1

Bando de partido tucanalha! O PT, que é o mais criticado na mídia, é apenas o nono! 7x menos que o DEM, e quase 6x menos que o PSDB! E olha que o PT tem bem mais representatividade!


Além disso, achei esses cálculos em um fórum, onde o PT fica em oitavo:


Eu não achei a quantidade de eleitos por partido, mas fiz um cálculo por filiados que gerou mais um rankis de pilantras por filiados. Claro que os reaças vencem disparadamente:

Acho que alguém está enganando você…



maio 19, 2010 Posted by | Vídeos | , , , , , , , , , , , , , , , , , , | 5 Comentários

Biruta de aeroporto

Dilma Rousseff, ao ser perguntada, após o lançamento de seu site na internet, se o candidato da oposição agia como “lobo em pele de cordeiro” quando ora elogiava, ora criticava Lula, foi enfática: “Está mais para biruta de aeroporto, cada dia de um jeito“. Dilma se referia às críticas feitas por Serra ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) durante reunião com empresários em Minas Gerais.
Dilma parece estar certa sobre o comportamento do tucano. Ontem, Serra disse que o Banco Central não é infalível e que o presidente da República tem, sim, o direito de se posicionar caso o comando do banco cometa “erros calamitosos”. O BC “não é a Santa Sé”, disse, irritado, defendendo o direito de o presidente manifestar sua opinião e negando que isso fira a autonomia do BC.
A pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, rebateu a crítica feita por seu adversário ao Banco Central. Dilma afirmou que o BC teve vários acertos nos últimos anos, em especial na condução da política monetária durante a crise internacional: – Não vou deixar de reconhecer a quantidade de acertos que o BC teve no enfrentamento da crise. Na forma como liberou o crédito, inclusive quanto do financiamento de nossos exportadores, quando o mercado internacional de crédito teve aquele imenso choque.
A pré-candidata do PV à Presidência, senadora Marina Silva, também rebateu a posição de Serra sobre o BC, dizendo que a autonomia da instituição foi um dos motivos pelos quais o Brasil não foi muito atingido pela crise internacional no ano passado, diferentemente de outros países.
Após as críticas recebidas, Serra hoje voltou atrás e defendeu a autonomia do órgão: “O Banco Central tem que ter autonomia para trabalhar, mas tem que estar integrado com a política econômica do governo e com o presidente da República, que é quem indica seu presidente e diretores.”

Aos poucos as diferenças sobre o que pensam os candidatos vão ficando claras. Dilma e Marina defendem a autonomia do Banco Central; Serra defende uma maior intervenção. Para terminar, é importante reproduzir o que escreveu no jornal O Estado de São Paulo, em 30.3.2003, Gustavo Loyola, ex-presidente do Banco Central sobre a importância da autonomia:

É sabido que a autonomia do BC é um tema particularmente sensível para os investidores estrangeiros, que prezam muito os avanços institucionais. Os investidores domésticos até podem relevar a inexistência de autonomia formal do BC, em favor de uma autonomia de fato que se evidencie no dia-a-dia da política monetária. Os estrangeiros, contudo, poderão ter uma leitura muito negativa, caso fique patente a dificuldade de o governo encaminhar essa questão na sua base de apoio.”

maio 11, 2010 Posted by | Sem categoria | , , , , , | Deixe um comentário