Blog da Coroa

O outro lado do Cara!

Resultado do modelo demotucano de gestão de obras no DF

Do site do Bom Dia DF: TCDF investiga construção da nova Feira da Torre

Albert Steinberger / Emerson Soares / Marcos Silva

Prometida para começar a funcionar no fim de novembro, a nova Feira da Torre segue fechada. O projeto previa uma integração entre a Torre de TV e o complexo da Funarte. No espaço haveria oficinas, anfiteatro e Centro de Atendimento ao Turista. A segurança seria garantida com postos para polícia, bombeiros e câmeras de vigilância – tudo arborizado.

Mas, na prática, o que ficou pronto foi muito menos. A área construída é menor e sem a infraestrutura prometida. Segundo os feirantes, os boxes foram feitos com o mesmo desenho, mas com material inferior. De acordo com arquitetos do GDF, o projeto foi reduzido para se adaptar à área disponível.

O novo espaço conta com cerca de 600 boxes. No projeto original, eram prometidas rampas, escadas e até mesmo elevadores para ligar a Torre de TV à nova feira. Mas, por enquanto, o único acesso é por uma escadinha.

“Este é o local onde a gente ganha o nosso pão. A gente queria ir para uma feira renovada, queríamos ir para aquilo que foi negociado. A gente tem medo que as vendas caiam muito, já que vamos ficar isolados do monumento”, fala a artesã Lira Antônia Coimbra.

A obra que deveria custar R$ 15 milhões saiu por R$ 18 milhões, mesmo diante de todas as alterações e promessas não cumpridas.

“A gente não quer mudar para aquilo que não foi acordado. A posição da Associação dos Feirantes da Torre é não descer para um local que não está digno dos artesãos nem da população de Brasília”, afirma Alex Moraes, vice-presidente da associação.

Os feirantes levaram o problema para o Ministério Público de Contas, que considerou as denúncias gravíssimas. A procuradora-geral Márcia Farias chegou a pedir a suspensão do recebimento da obra. De acordo com a ação, se os feirantes fossem transferidos e o espaço inaugurado, o suposto prejuízo se tornaria irreversível.

O Tribunal de Contas negou o pedido, mas solicitou uma inspeção sobre as mudanças no projeto e no preço. O TCDF investiga o caso sob sigilo. “O que foi prometido não foi feito. Fizeram a feira de qualquer jeito para os artesãos descerem. Esse é o problema”, avalia o artesão Juscelino Nascimento de Oliveira.

A Coordenadoria de Cidades do GDF já fez o cadastro dos cerca de 500 feirantes antigos e aguarda um parecer da Corregedoria para definir quantos novos boxes irão sobrar. Depois, será aberta uma licitação para escolher novos feirantes. Para fazer a inauguração, também faltam adaptações na rede elétrica.

Apesar de vários pedidos de explicações, a assessoria da Novacap não respondeu por que o valor da obra aumentou enquanto a construção diminuiu.

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novembro 30, 2010 Posted by | Economia, Infraestrutura | , , , , | Deixe um comentário

Boa da semana: Meirelles fora do Governo Dilma

A economia real agradece

Do Correio Braziliense: Dilma decide pela saída de Henrique Meirelles do BC

Victor Martins

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, não será mantido no cargo pela presidente eleita, Dilma Rousseff. Ela já bateu o martelo em relação a esse assunto, aborrecida com o fato de Meirelles ter usado a imprensa para impor condições para ficar no BC. Dois nomes estão na mesa da presidente eleita para suceder Meirelles: Nelson Barbosa, secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, e Alexandre Tombini, atual diretor de Normas do BC.

“Ele (Meirelles) não vai continuar, já foi decidido”, disse a fonte à agência Reuters. Dilma também deverá tirar o status de ministro do próximo presidente do BC.

Meirelles exigiu que Dilma mantenha a autonomia da instituição para definir a taxa básica de juros (Selic). Ao agir assim, o presidente do BC indicou ao mercado que, sem ele à frente do BC, a política monetária será afrouxada, mesmo em momentos de riscos inflacionários, como os registrados atualmente.

As especulações em torno da permanência ou não de Meirelles no cargo de presidente do BC aumentaram após o convite feito à Guido Mantega para permanecer à frente do Ministério da Fazenda. Ele aceitou o pedido. Participantes do mercado defendiam a permanência de Meirelles no cargo como contraponto ao ministro da Fazenda e a uma política fiscal menos rigorosa.

Depois da decisão de Mantega, jornais publicaram que Meirelles não continuaria no cargo a menos que Dilma pudesse garantir a autonomia do BC. Mas notícias publicadas na imprensa mostravam que Dilma teria se irritado com as supostas condições apresentadas por Meirelles para permanecer no cargo.

Na chefia do BC desde janeiro de 2003, Meirelles foi o presidente que ficou por mais tempo no cargo. Com atuação no combate à inflação sempre elogiada, ganhou ainda mais destaque na coordenação, junto com Mantega, do combate aos efeitos da crise financeira global.

novembro 22, 2010 Posted by | Economia | , , | 1 Comentário

Brasil deve mais: diminuição da desigualdade racial é lenta

Do Jornal do Brasil: Diminuição da desigualdade racial é lenta, alertam especialistas

Desde a abolição da escravidão em 1888, a última década foi a que assistiu à maior diminuição da desigualdade entre brancos e negros (pretos e pardos). Conforme dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), entre 2001 e 2007 a diferença da renda familiar per capita dos brancos em relação aos negros diminuiu em 25%. Mesmo assim, a população branca vive com o dobro da renda (2,06 vezes) da população negra.

De acordo com o Ipea, ultrapassar essa distância pode levar muito tempo. O cálculo é que só em 2029 se chegaria a um equilíbrio entre brancos e negros. “O ritmo da diminuição é aquém do desejado por quem quer uma sociedade mais justa”, diz Tatiana Dias da Silva, técnica de Planejamento e Pesquisa da Diretoria de Estudos e Políticas Sociais do Ipea. A mesma opinião tem Ana Lúcia Sabóia, chefe da Divisão de Indicadores Sociais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Fazer projeção é difícil, mas o fato é que o ritmo é muito lento”, confirma.

A razão da diminuição, ainda que lenta, está nas políticas distributivas em favor dos mais pobres, como o Programa Bolsa Família e a elevação do ganho real do salário mínimo. Os negros são a maioria dos aposentados que recebem o piso da Previdência Social. Os efeitos distributivos desses mecanismos podem, no entanto, estar se esgotando com a aproximação da universalização do Bolsa Família entreos mais pobres do cadastro único do Ministério do Desenvolvimento Social e a limitação do reajuste do salário mínimo, alerta Tatiana da Silva.

A técnica explica que como a maior parte da renda é composta por remuneração é preciso ver o mercado de trabalho, que ainda discrimina os negros desde a entrada, pois esses  em regra começam a trabalhar mais cedo e com menor escolaridade que os brancos. Nesse sentido, as políticas afirmativas no mercado de trabalho tornam-se “mais importantes” para diminuir a desigualdade, avalia Tatiana da Silva que dá como exemplo o protocolo de diversidade assinado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e o Ministério da Educação (MEC) incentivando a contratação de negros oriundos de universidades com programa de cotas raciais.

A desigualdade de renda distribui brancos e negros de forma diferente nas classes sociais. Segundo dados da Pesquisa de Amostra Domiciliar (Pnad 2009), compilados pelo instituto Data Popular, somente 1% dos negros está na classe A e 3% na classe B, enquanto 4% dos brancos estão no primeiro estrato e 10% estão no segundo. Brancos e negros têm quase o mesmo percentual na classe C, em torno de 34%; mas a situação se reverte nas classes de menor renda. Metade dos negros brasileiros é da classe D e 12% são da classe E; enquanto entre os brancos, 35% são da classe D; e 5%, da classe E.

Essa desigualdade afeta o dinamismo da economia, aponta Renato Meirelles, sócio-diretor do Data Popular. Para ele a discriminação racial “é improcedente do ponto de vista ético, moral e econômico”. Em sua opinião, “é uma questão de inteligência” aumentar a renda dos negros. O instituto calcula que os negros formem um mercado que movimenta R$ 554 bilhões. Esse valor poderia ser de mais de R$ 720 se a distribuição de renda fosse mais equilibrada, estima Meirelles.

novembro 21, 2010 Posted by | Economia | , , | Deixe um comentário

Indústria tem faturamento recorde

Do Correio Braziliense: Faturamento da indústria cresce 11,3% no acumulado do ano, diz CNI

Agência Brasil

O faturamento real da indústria cresceu 1,9% em setembro, na comparação com o mês anterior, e acumula alta de 11,3% no ano, em relação ao mesmo período de 2009.

A constatação faz parte da pesquisa Indicadores Industriais, divulgada nesta quinta-feira (4/11) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em relação a 2008, período anterior à crise, quando foi registrado o recorde histórico, o faturamento industrial avançou 3,5%.

Na comparação dessazonalizada com o mês de agosto, houve recuo de 0,4% nas horas trabalhadas. Houve crescimento de 5,3% no número de vagas, na comparação do acumulado deste ano com o de 2009. O rendimento médio real cresceu 0,5%, na comparação dessazonalizada com agosto, e 7,1% na comparação com setembro de 2009.

Segundo a CNI, isso também contribuiu para a expansão de 1,1% da massa salarial, sem ajuste sazonal.“Pelo lado do emprego, a fotografia é positiva, e isso pode ser visto como uma expectativa da continuidade de crescimento para os meses futuros, já que novos trabalhadores geram maior consumo”, disse o gerente executivo da CNI, Flávio Castelo Branco, referindo-se ao fato de o mercado de trabalho seguir em expansão, trajetória que vem sendo observada desde meados de 2009.

Segundo o estudo da CNI, houve recuo da capacidade instalada das indústrias que, na série dessazonalizada, caiu de 82,2%, em agosto, para 80,5%, em setembro.

novembro 4, 2010 Posted by | Economia | , , , | Deixe um comentário

Pré-sal na fase lucrativa

Meu Deus! Já no começo do ano que vem começará a fase de lucros do Pré-sal!

É nisso que a direita quer meter a mão!

Pré-sal na fase lucrativa

A partir da semana que vem, poços do megareservatório vão produzir 100 mil barris por dia

LUCIENE BRAGA

Rio – A Petrobras se prepara para começar a produzir petróleo comercialmente em Tupi, na camada pré-sal, na semana que vem, entre os dias 27 e 29 de outubro. A petrolífera espera atingir 100 mil barris por dia de óleo e 5 milhões de metros cúbicos de gás natural. Mas a produção comercial de gás só deverá começar no ano que vem.

O Teste de Longa Duração (TLD) em Tupi, na Bacia de Santos, começou em 1º de maio de 2009, com previsão de durar um ano e meio. À época, a unidade de produção tinha capacidade e autorização para extrair 14 mil barris de óleo por dia. Os testes na região foram bem-sucedidos, e a Petrobras decidiu pela antecipação, que foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na semana passada.

O cronograma antecipado foi criticado, porque a data prevista para marcar a mudança é muito próxima e ocorrerá antes do segundo turno das eleições no País, dia 31 deste mês. O presidente da companhia, José Sergio Gabrielli, no entanto, afirmou que o equipamento necessário para ampliar a produção só chegou em 22 de setembro, justificando que a data não representa qualquer relação ou preocupação com o período eleitoral.

“Iniciaremos, pela primeira vez, a produção comercial do piloto de Tupi, que terá a capacidade de produção de até 100 mil barris por dia. É claro que isso não será obtido logo no início, mas é a capacidade”, disse Gabrielli, na inauguração das obras de ampliação da Refinaria Henrique Lage (Revap), em São José dos Campos (SP). O volume esperado coloca Tupi à frente do Campo de Baleia Franca, na Bacia de Campos. A unidade capixaba do pré-sal produz 40 mil barris diários.

Novo poço confirma reservas

A Petrobras informou ontem que novo poço de exploração perfurado na área de Tupi confirmou potencial de reservas de petróleo e gás natural de 5 bilhões a 8 bilhões de barris de óleo equivalente. Para se ter ideia do que esse volume representa, basta comparar as reservas com as já comprovadas do Brasil, que somam 14 bilhões de barris.

Esse novo poço poderá ser declarado comercial em 31 de dezembro, quando estarão concluídas as perfurações de outros dois poços de delimitação da reserva.

Os municípios que devem se beneficiar com royalties de Tupi são Maricá e Niterói. O poço é explorado pela Petrobras (65%), em parceria com a BG Group (25%) e a Galp Energia (10%).

outubro 24, 2010 Posted by | Economia | , | 2 Comentários

Lula na Bovespa: lançamento de ações da Petrobras é a maior do capitalismo

“A maior oferta de ações já registrada na história econômica mundial acontece nesta bolsa verde-amarela, com uma empresa em cujo nome reluz o interesse nacional: Petrobras.”

setembro 24, 2010 Posted by | Economia | , , , | 3 Comentários

Brasil pode mais: desembarques batem recorde histórico

Da Agência Brasil: Número de passageiros em voos domésticos e internacionais bate recorde

Vinicius Konchinski

O número de passageiros que desembarcaram no Brasil nos oito primeiros meses de 2010 é recorde. Em rotas nacionais, 43,3 milhões de desembarques foram registrados pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). Já em voos internacionais, 5,1 milhões de pessoas chegaram ao país. Os dados foram divulgados hoje (23) pelo Ministério do Turismo.

Nos voos domésticos, o número de desembarques em 2010 é 23% maior do que o registrado durante os mesmos oito meses do ano passado. Já nos voos internacionais, o crescimento é de 11%. Para o ministro do Turismo, Luiz Barretto, as marcas históricas são parte de um processo de crescimento do setor no país.

“Espero que o PIB [Produto Interno Bruto] do país cresça de 7% a 8% e a economia do turismo, 12%, 13% ou até 14% neste ano. Se for mantido esse ritmo, fecharemos o ano com 64 milhões de desembarques domésticos”, declarou Barretto na abertura de um evento da Associação Brasileira de Operadoras de Turismo, na capital paulista.

Caso essa previsão de desembarques se confirme, o crescimento em relação a 2009 será de 14%. Muito disso, segundo o próprio ministro, devido a inclusão de consumidores recém-chegados à classe média ao mercado turístico do país.

O ministro afirmou que esses novos consumidores compõem um grande mercado a ser explorado. Ele disse que pelo menos 11 milhões de brasileiros deverão fazer sua primeira viagem de avião em 2010, outros 11 milhões em 2011, e assim até o mercado atingir sua capacidade máxima.

“Especialistas dizem que o mercado turístico do Brasil explora só 20% do seu potencial. Ainda temos muito espaço para crescer”. Por causa deste crescimento potencial e aos grandes eventos que o Brasil sediará nos próximos anos que Barretto destacou a importância de investimentos no setor.

Barretto admitiu que o país tem falhas em seu sistema de aeroportos, de transporte e na sua rede hoteleira. Disse, porém, que o governo federal está investindo em soluções.

setembro 23, 2010 Posted by | Economia | , | 7 Comentários

Brasil pode mais: arrecadação federal é recorde

Da Agência Brasil: Arrecadação soma R$ 62,7 bilhões em agosto e é recorde pela décima primeira vez consecutiva

Pelo décimo primeiro mês consecutivo, a arrecadação federal bateu recorde. Segundo dados da Receita Federal divulgados há pouco, a arrecadação somou R$ 62,721 bilhões em agosto. Se for levada em conta a inflação pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a alta é de 15,32% em relação ao mesmo mês do ano passado.

No acumulado do ano, as receitas totais do governo somam R$ 513,8 bilhões, 12,59% a mais que nos mesmos meses de 2009 também considerando o IPCA. Parte dos números havia sido adiantada pelo secretário da Receita, Otacílio Cartaxo, na última terça-feira, mas os dados completos só foram divulgados nesta quinta-feira (15/9).

De acordo com a Receita, o principal motivo para o crescimento das receitas é o desempenho da economia, que eleva a produção, as vendas, a lucratividade das empresas e a massa salarial. As receitas que mais aumentaram em 2010 foram a arrecadação da Previdência Social, que cresceram R$ 2,486 bilhões de janeiro a agosto na comparação com o ano passado.

Em relação aos tributos, as receitas que mais puxaram o crescimento nos oito primeiros meses do ano foram o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), com alta de R$ 2,368 bilhões em relação ao ano passado. As receitas da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), imposto ligado às vendas e ao faturamento, subiram R$ 2,368 bilhões.

Em termos percentuais, no entanto, o imposto com maior alta na arrecadação foi o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), com aumento de 39,51%. De acordo com a Receita, o principal fator para essa variação foi a taxação de IOF sobre o capital estrangeiro que entra no país, em vigor desde outubro do ano passado.

setembro 17, 2010 Posted by | Economia | , , | Deixe um comentário