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O outro lado do Cara!

Resultado do modelo demotucano de gestao da saúde no DF

Do Correio Braziliense: Auditoria revela que gestor do Hospital de Santa Maria gastou sem comprovar

Ariadne Sakkis e  Adriana Bernardes

Uma auditoria feita pelo Ministério da Saúde na prestação de contas da Organização Social Real Sociedade Espanhola Beneficência aponta indícios de mau uso do dinheiro público. Há suspeitas de que recursos destinados à compra de medicamentos e equipamentos para o Hospital Regional de Santa Maria tenham sido gastos com passagens aéreas e hospedagens em hotéis de luxo em Brasília, Salvador e São Paulo sem que sequer fosse apresentada a devida comprovação dos gastos.

A movimentação financeira da organização social pode indicar ainda que parte do dinheiro pago pelo GDF era aplicado, quase integralmente, no mercado financeiro em contas da Real Sociedade no Nordeste. Mas, pelo contrato, apenas o dinheiro não usado no referido mês poderia ter essa destinação e desde que os rendimentos fossem revertidos em investimentos no hospital.

De janeiro de 2009 até agosto deste ano, a Secretaria de Saúde repassou R$ 140,1 milhões para a Real Sociedade gerir a unidade de saúde. Nem tudo o que foi pago, no entanto, teve a devida prestação de contas. As suspeitas de ilegalidade na execução do contrato levaram o Governo do DF a decretar uma intervenção na unidade de saúde esta semana, que será comandada pelo médico Cláudio Bernardo Pedrosa de Freitas.

De acordo com o relatório do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus) a que o Correio teve acesso, os demonstrativos contáveis do período de janeiro a novembro de 2009 revelam pendências na documentação ou despesas “em não conformidade” com o contrato no valor de R$ 21, 3 milhões. Nesse período, apenas R$ 1,2 milhão do que foi gasto pela organização foi considerado regular. Na página 13 do documento, que trata das “despesas apresentadas – prestações de contas”, os auditores destacaram que, nas prestações de contas elaboradas pela Real Sociedade, não foram entregues os relatórios dos serviços executados, exigência do termo contratual.

O levantamento preliminar do Denasus revela que, de fevereiro de 2009 e agosto deste ano, foram gastos R$ 74,6 mil com hospedagem e outros R$ 253,2 mil com passagens aéreas. No entanto, a Real Sociedade não teria apresentado os documentos para comprovar tais despesas, como notas fiscais, recibos ou faturas. Também chamou a atenção o preço pago a uma empresa de Taguatinga pelo aluguel de 28 conjunto de mesas e cadeiras: R$ 3,7 mil. Por considerar o valor alto, a equipe de auditoria solicitou à mesma empresa, uma proposta de preço para o mesmo produto e quantidade. A resposta à consulta foi surpreendente: R$ 280. “Dessa forma, conclui-se que a Real Sociedade pagou R$ 3,4 mil além dos preços praticados no mercado”, escreveram os auditores.

Funcionários públicos

A auditoria do Denasus apontou também que a Real Sociedade contratou pelo menos 177 servidores vinculados à Secretaria de Saúde. Eles estão lotados nas mais diversas unidades de saúde, mas prestam serviço no Hospital de Santa Maria. Alguns desses servidores possuem função comissionada no governo e, por isso, deveriam se dedicar de forma exclusiva às atividades, ou seja, oito horas diárias e 40 horas semanais.

Procurado pela reportagem, Evandro de Oliveira que, até ontem respondia pela superintendência do hospital, afirmou não ter conhecimento do relatório do Denasus. “Isso é de competência da área de gestão financeira, que é feita em Salvador, na sede da Real Sociedade”, informou. A secretária de Saúde, Fabíola de Aguiar, também não comentou o assunto. Por meio da assessoria de imprensa da pasta, ela informou que o documento é um relatório preliminar e que a Real Sociedade ainda terá prazo para prestar as informações requisitadas.

AGNELO INVESTIRÁ NAS UPAS

O coordenador responsável pela área da saúde na equipe transição de Agnelo Queiroz (PT), Rafael de Aguiar Barbosa, conferiu ontem a situação das quatro Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) do Distrito Federal. Segundo o nefrologista, a realidade desperta preocupação. “Três estruturas estão praticamente prontas, mas as estruturas já estão deterioradas.” Segundo ele, o próximo governador não pretende apenas reparar as quatro UPAs existentes, mas deve instalar as 18 previstas no projeto inicial.

O HRSM EM NÚMEROS

Funcionários

1,7 mil, dos quais 1,4 mil foram admitidos por meio de seleção pública, em contratos com duração de dois anos, prorrogáveis por mais dois

Pronto-socorro
Diariamente, a emergência conta com:

3 ortopedistas

3 pediatras

3 cirurgiões

5 clínicos gerais

Em média, são realizados 1 mil atendimentos por mês.

novembro 24, 2010 - Posted by | Política

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