Blog da Coroa

O outro lado do Cara!

DF pode mais: Programa Saúde da Família chega a apenas 12% dos brasilienses

A saúde no DF é um caos. Péssima. Quem conhece um hospital público de Brasília sabe do que estou falando. Na secretaria de saúde falta tudo: competência, vontade política, probidade com o trato do dinheiro público, secretários honestos, investimentos, infraestrutura, capacitação, remédio, material cirúrgico. Só não falta dinheiro. A União repassa todo ano ao DF um “caminhão” de dinheiro via Fundo Constitucional. E o que o GDF oferece à sua população? Um serviço de péssima qualidade.

Os exemplos de descaso com a saúde são inúmeros. Para citar um que ainda está fresquinho, lembro do imoral contrato de aluguel de 12 máquinas de hemodiálise cujo montante era suficiente para comprar 410 aparelhos. Não consigo imaginar uma explicação minimamente razoável.

Acabo de ler no jornal Destak outra péssima notícia para a saúde da capital da República. DF tem a pior cobertura do Saúde da Família do país. Um programa de extrema importância para a melhoria da saúde pública é tratado dessa forma pelos “nossos” governadores. Roriz e Arruda têm total responsabilidade. O primeiro foi governador, infelizmente, por 4 mandatos. O segundo fala por si só.

O texto completo do jornal está reproduzido a seguir.

O Distrito Federal é a unidade da federação com a pior cobertura do Programa Saúde da Família. Segundo levantamento feito pelo Ministério da Saúde, apenas 12,3% da população brasiliense tem acesso aos benefícios das unidades de saúde. O programa, criado pelo governo federal, consiste no atendimento direto da população – a chamada “atenção primária” – com visitas de enfermeiros, médicos e técnicos de enfermagem às famílias em suas próprias casas.

Professora da Universidade de Brasília e especialista em saúde coletiva, Helena Shimizu explica como o Saúde da Família é uma ótima solução para reduzir a demanda nos congestionados hospitais do DF. “Prevenindo as doenças em casa, não há necessidade da população se deslocar até os estabelecimentos de saúde”, esclarece.

O diretor de Atenção Primária e Estratégia do Saúde da Família do DF, Berardo Nunan, admite que o GDF errou nos últimos anos ao concentrar os investimentos nos hospitais em vez de priorizar a implantação do programa. “O modelo atual é centrado na atenção médica ofertada nos hospitais. Ele não é capaz de dar resultados”, critica.

Na quarta-feira, ao negar a possibilidade de intervenção na rede pública do DF, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse que o problema com a saúde local não é falta de recursos e também criticou a centralização dos investimentos das estruturas hospitalares. De fato, o volume de dinheiro repassado pelo governo federal para o DF implantar o programa cresceu 131% em três anos, saindo de R$ 5,8 milhões em 2007 para R$ 13,4 milhões no ano passado.

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agosto 27, 2010 - Posted by | Política, Saúde Pública | , , ,

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