Blog da Coroa

O outro lado do Cara!

Seleção Brasileira e Shakespeare: tudo vai bem quando termina bem

Era o Parreira, agora é o Dunga, em breve será o Mano e assim la nave va...

Era o Parreira, agora é o Dunga, em breve será o Mano e assim la nave va...

A imprensa foi culpada ou vítima das atitudes do Dunga? Eu acho que foi culpada. E está, agora, repetindo o enredo com o Mano Menezes.

O método é simples: massagear o ego para mostrar a indignação contra o antecessor. Com isso aproveita o efeito manda de ódio contra o treinador que falhou por perder apenas uma partida importante e, com isso, a Copa.

Comparemos, então, o presente com o passado:

10/08/2010 23h04 – Atualizado em 11/08/2010 00h35

Futebol é alegria! Novo Brasil ataca forte e vence os Estados Unidos

No primeiro amistoso da era Mano Menezes, Seleção Brasileira fez 2 a 0, em Nova Jersey. Neymar e Alexandre Pato marcaram os gols do triunfo

Nenhum problema há em dizer o que realmente aconteceu: foi um show!

O problema é aproveitar e dar uma espetada no inimigo criado (no caso, o Dunga) com afirmações do tipo:

Velocidade, dribles, pedaladas, alegria… Os ingredientes que faltavam à Seleção Brasileira estão de volta.

Entregue ao futebol ofensivo do “novo Brasil”, os Estados Unidos não levavam perigor (sic).

Essas “espetadas” servem para aproximar a imprensa do público. Mas isso causa um certo constrangimento ao treinador, pois ele começa a perceber que, basta um tropeço e ele será o novo pirata.

Para concluir isso, basta ter um pouco de memória:

03/09/2006 – 13h59

Brasil “antiestrelismo” de Dunga bate a Argentina em Londres

Em seu segundo jogo à frente da seleção brasileira, o técnico Dunga conseguiu uma vitória por 3 a 0 diante da arqui-rival argentina, no Emirates Stadium, em Londres, e deu mais uma prova de que chegou ao fim a era dos intocáveis na equipe nacional.

O técnico deixou Kaká no banco de reservas. O astro entrou apenas no segundo tempo e acabou marcando um gol –os outros dois foram do meia Elano. Ronaldinho foi poupado por causa de uma lombalgia, mas Dunga fez questão de ressaltar que ele não é imprescindível ao time.

Ronaldo e Adriano, os outros dois do “quarteto mágico” de Parreira, nem sequer (sim, está escrito “nem sequer”no original) foram chamados pela nova comissão técnica.

Sem Kaká, no banco, e Ronaldinho, com lombalgia, a seleção brasileira apresentou características pouco presenciadas no último Mundial. A ofensividade, com um futebol de toques rápidos e eficientes, ficou evidente desde o começo do clássico sul-americano.

É. Se prepara, Mano. O chumbo será grosso. Ainda mais que alguns comentaristas são loucos. Quem não se lembra do Casagrande pedindo o Luisão no lugar do Ronaldo em 2002? E da Band pedindo o Muller em 94?

Aliás, esse caso do Casagrande é tão absurdo que o Hermes e Renato fizeram um vídeo histórico sobre isso. Veja a partir dos 49 segundos e depois a partir de 1:26:

Hilário!

Voltando ao jogo de ontem, que é legal ver o Ganso jogando, isso é. O cara é craque. Acho que Robinho, Neymar e André só aparecem por que o Ganso os municia. Com a diáspora santista, esses nomes da moda tendem a desaparecer, mas o maestro permanecerá. Ele é um Zico sem as arrancadas e a chuva de gols, mas em termos de assistências e cadencia de jogo eles quase se equivalem.

O Pato tem luz própria, bem como o Daniel Alves. O Thiago Silva já é um jogador consagrado, apesar da pouca idade. Acho que o resto fica pelo caminho. O Júlio César deve voltar, bem como o Kaká, o Maicon e o Luís Fabiano. Torço para o Hernanes se firmar.

Para a esquerda, gostei do André Santos de ontem, mas odeio o André Santos de antes da Copa. O Bastos precisa melhorar muito, e o Richarlyson já é mais antigo, então teremos de encontrar algum outro.

O Ramires é um bom volante, mas precisamos de outro que se imponha mais. Acho que o Wilians do Flamengo merecia uma chance ao lado do Hernanes. Ia ser uma bela dupla de volantes que sabe marcar e sair jogando. O Lucas também me agradou ontem, mas as lembranças não são das melhores.

Pois é, boa sorte para a nossa seleção.

Ah, sobre o título, acho que ficou claro que nada vale se o resultado não for a conquista da Copa. O Dunga ganhou a Copa América, classificou o Brasil em primeiro das eliminatórias e ganhou a Copa das Confederações, mas bastou perder um jogo para uma excelente seleção que ele virou um fiasco. A mesma coisa aconteceu com o Parreira em 2006. Mas ele sempre foi um fiasco mesmo.

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agosto 11, 2010 - Posted by | Uncategorized

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