Blog da Coroa

O outro lado do Cara!

Nem a Folha acredita na Folha

A ombudsman da Folha de São Paulo, jornalista Suzana Singer, fez uma severa crítica à maneira como o jornal abordou os números sobre a mortalidade infantil. Manipulação descarada. Veja o que ela escreveu na edição de hoje, 1.8.2010:

A manchete da Folha de sexta-feira era uma cilada. O título dizia: “Em 20 anos, sobe 39% proporção de mortes neonatais”. Parece uma má notícia, mas não é. Na verdade, morrem cada vez menos bebês no Brasil, inclusive os menorezinhos.

De 1990 a 2008, menos bebês de até 28 dias morreram: de 23 entre mil nascidos vivos para 13, uma redução de 36%. Só que a diminuição geral na mortalidade infantil foi mais acentuada (54%), o que elevou a proporção dos neonatais no total.

Não ter reduzido tanto a mortalidade dos mais novos é justificável, já que ela é mais difícil de ser combatida, segundo análise publicada no mesmo dia. “Quanto mais desenvolvido um país, maior o peso dos óbitos neonatais”, dizia o texto.

Os números da mortalidade infantil brasileira ainda estão longe do ideal, mas é preciso saber o que criticar. Um engenheiro de Londrina vendo a manchete lembrou-se de um livro de faculdade: “Como mentir com estatísticas”.

A Folha parece ter um dom oposto ao do rei Midas: os números em que toca viram más notícias.

agosto 1, 2010 - Posted by | Imprensa

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