Blog da Coroa

O outro lado do Cara!

Cotas raciais na Universidade de Brasília são um sucesso

Saiu no site da UnB: Diferença de desempenho entre cotistas e não cotistas é de apenas 0,25

A diferença entre o desempenho de alunos não cotistas e cotistas durante a vida acadêmica é irrelevante. Em uma escala de zero a dez, ela alcança apenas 0,25, com vantagem para os não cotistas. A conclusão está em pesquisa de Maria Eduarda Tannuri-Pianto, do Departamento de Economia da Universidade de Brasília (UnB), e Andrew Francis, da Emory University, dos Estados Unidos.

O estudo analisou o desempenho de alunos de todas as áreas de graduação da UnB. No total, três mil estudantes cotistas e não cotistas participaram de entrevistas presenciais e responderam questionários via internet. Dados do vestibular e do desempenho acadêmico também foram usados como ferramentas para investigação. O grupo corresponde aos que ingressaram entre 2004 e 2005.

Ao comparar as Médias Gerais Acumuladas (MGA) dos dois grupos (cotistas e não cotistas), os pesquisadores perceberam que a diferença entre as notas era muito pequena. “Avaliamos as notas médias e verificamos que existe uma diferença de apenas ¼ de ponto”, explica Andrew Francis. Essa disparidade é menor, por exemplo, do que a encontrada entre homens e mulheres: 1/3 de ponto, com vantagem para elas.

VESTIBULAR – O esforço para ingressar na universidade também foi analisado. Segundo a pesquisa, não há evidência que sugira menos dedicação dos candidatos cotistas. “Os negros não deixam de se esforçar para passar na prova porque há reserva de vagas. Não identificamos nenhum dado que comprove isso”, afirma a pesquisadora.

Francis ressalta que o desempenho dos cotistas é menor no vestibular. Assim como o das mulheres. Mas que o tempo e o esforço desse grupo de alunos acabam diminuindo a diferença. “Fizemos uma regressão das notas, de olho nos dados do vestibular. Há uma diferença na nota de admissão. Mas depois, os cotistas superam isso”, explica.

Não custa lembrar que em julho de 2009 o DEM ajuizou ação no Supremo Tribunal Federal pedindo a suspensão do sistema de cotas da UnB. Ainda em julho o tribunal negou a liminar pedida na ação. O mérito da ação ainda não foi julgado.

junho 17, 2010 - Posted by | Educação

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