Blog da Coroa

O outro lado do Cara!

Pauta oposicionista

A oposição já está mostrando suas estratégia para a eleição de 2010.
Esses dias o Merval Pereira estava criticando “essa coisa de plebiscito Lula vs. FHC” porque o povo merece que se discuta o futuro, e não o passado.
Interessante como a imprensa muda de opinião conforme o poder… Vejam só a pérola de uma edição da Veja de 1998:
Quando o real foi lançado, em 1994, e batizado na época pelo PT de estelionato eleitoral, a oposição garantiu que o plano não duraria mais do que alguns meses. Se o palpite estivesse certo, o governo nada teria a comemorar na semana passada e a data estaria sendo festejada pela oposição. O que o Palácio do Planalto está fazendo é reavivar na memória coletiva os benefícios do real na forma de moedas de roupa nova. Se o governo tucano ganha um empurrão eleitoral com isso, o que se pode dizer é que tem todo o direito de se apossar da taça, pois fez um gol de placa quando inventou o Plano Real. O Brasil hoje, muito melhor do que o Brasil anterior à nova moeda, ainda tem problemas revoltantes na área social e navega entre icebergs no plano do equilíbrio fiscal. A oposição provavelmente pareceria bem mais apetecível aos eleitores se apontasse soluções para esses problemas graves que restam.
Perceberam alguma diferença de tratamento?
Pois bem, outro dia desses o Arnaldo Jabor, na mesma CBN (a rádio que TROCA notícia), disse que a vitória do Serra, ajudado pelo Aécio aceitando ser vice, seria uma vitória para a democracia pela alternância de poder.
Será que ele disse o mesmo em 1998? Acho que não, mesmo porque ele fala a mesma língua que a Veja, que dizia o seguinte em 1997:
O presidente chegou ao Planalto pela urna, mas conquistou a emenda da reeleição como príncipe. Os príncipes da política não habitam castelos medievais nem galopam num cavalo branco. São personalidades que sem tirar o paletó e a gravata promovem expedições e acumulam conquistas. Ao contrário dos nobres de antigamente, que anexavam terras a seus domínios ganhando espaço, Fernando Henrique ganhou tempo — tornou-se senhor do futuro, o dono das expectativas, que são a forma de o presente se comunicar com o futuro. Resolveu-se, assim, o único enigma que envolvia seu governo. A questão não era o ontem nem o hoje, mas o amanhã. Num país que sempre se considerou a promessa do futuro, mesmo que essa promessa jamais se tenha concretizado, as pesquisas dizem que a maioria dos brasileiros olha para os anos que vêm por aí como um período provavelmente bom. Desde o início dos anos 80, quando o Brasil entrou na montanha-russa da turbulência econômica, não houve uma fase em que os sinais de prosperidade fossem mais sólidos e constantes.
Essa última frase mostrou ser uma farsa apenas um ano e meio depois, mas isso é um outro assunto.
Além disso, o Jabor disse que a Dilma não tem carisma. Aí mandou um “E o Serra e o Aécio?”, de onde começou a lamber as botas do segundo e não parou mais, só quando acabou o seu tempo de defecação oral. Perceberam? Sim, ele não falou uma palavra mais sobre o irresistível carisma de Serra, o Gengivoso!
Pois bem, a última que me aparece veio do senador mais inútil de toda a República, Arthur Virgílio, aquele que paga tratamento médico da mãe com recursos do Senado (R$ 723 mil custeadas pelo Senado, quando o permitido pelo regimento interno era um ressarcimento de até R$ 30 mil por ano), que mantinha um assistente recebendo salário do Senado por mais de um ano no exterior enquanto estudava, além de outras trambicagens.
Voltando ao Inútil, reproduzo post do blog do Zé Dirceu que mostra uma das armas que a oposição tentará usar contra a Dilma:
Virgílio e FSP associam-se em agenda
O líder do PSDB, senador Artur Virgilio (AM) é conhecido por sua retórica vazia e seus rompantes no Senado. Ninguém dá muita importância à sua verborragia, exceção da Folha de S.Paulo que lhe dá espaço hoje com uma matéria de página interna com a chamada ”Tucano ataca luta de Dilma contra a Ditadura”.
Claro, essa é uma agenda cara à Folha que faz de tudo para caracterizar como “bandida” a luta contra a ditadura e segregar os democratas que resistiram com armas, mesmo em autodefesa. O jornal esconde que todos nós que pegamos em armas viemos da luta política institucional que foi proibida, reprimida e eliminada.
E que todos – isso mesmo, todos – que lutaram contra a ditadura foram vítimas das torturas e assassinatos, independente da forma de luta em que se engajaram, seja política ou militar. O tucano – que já foi comunista como ele mesmo diz no discurso que fez – afirmou que Dilma “não é bandida, mas lutou de maneira errada contra a ditadura militar”.
Mandela também foi da luta armada
É uma afirmação sem nenhum sentido histórico. Os tenentes que se levantaram em 22 e 24, na Coluna Prestes, e depois triunfaram na Revolução de 30, erraram em 1922 quando 18 deles enfrentaram de peito aberto a repressão e todos, menos Eduardo Gomes, foram assassinados pelas balas covardes das tropas federais?
Erraram aqueles que levantaram São Paulo em 1924, sob a liderança de Miguel Costa, e depois conformaram a Coluna Prestes? Erraram os Inconfidentes? Erraram os que lutaram contra as ditaduras na República Velha?
Claro que não. Não venceram naquela fase, como também Nelson Mandela não venceu na África do Sul e ficou 27 anos na cadeia. Mas, o próprio Mandela nunca renegou a luta armada. Não faltam exemplos no mundo para refrescar a memória do senador tucano.
 
Pois é, somente a oposição pode lembrar o passado…

abril 9, 2010 - Posted by | Sem categoria | , , , , , , , , , , , ,

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