Brasil pode mais: País caminha para índice inédito de emprego formal

Do portal Terra: País caminha para índice inédito de emprego formal
Por Ana Cláudia Barros
O Brasil criou cerca de 1,5 milhão de empregos formais nos primeiros seis meses de 2010. A estimativa é do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que divulga, nesta quinta-feira (15), em Brasília, os números relativos a junho do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Na análise do presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann, o desempenho do primeiro semestre, considerado histórico, sinaliza, em primeiro lugar, que o País conseguiu sair mais forte da crise financeira internacional, que atingiu o mundo entre 2008 e 2009.
- Em segundo lugar, significa que os empregos estão não apenas sendo impulsionados pela capacidade instalada, que havia sido reduzida em função da crise. Mais do que isso: vêm sendo puxados pelos novos investimentos.
Sobre as projeções do ministro Lupi, que espera fechar 2010 com com 2,5 milhões de contratações com carteira assinada, Pochmann considera a estimativa factível.
- Nós trabalhamos na passagem do ano passado para este, com o número de 2 milhões, mas a expectativa de crescimento da economia nacional não era como está agora. Portanto, dada a evolução até o momento, esse novo ritmo, é bastante provável que nós tenhamos um universo de empregos gerados acima de 2 milhões, aproximando-se dos 2,5 milhões.
Mais do que expressivo, segundo o economista, o número é inédito na história do Brasil. Na prática, significa dizer que, a cada dez postos de trabalhos gerados, nove já são formais, conforme explica o presidente do Ipea.
- Desde a introdução da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que não havia se registrado experiência como essa. Isso acontece depois de toda a avalanche de argumentos, nos anos 90, de que o Brasil não geraria empregos com carteira assinada porque a CLT estava ultrapassada e impossibilitava isso.
Acréscimo do Hermes:
Para ficar mais clara a diferença entre Lula e FHC, peguei os dados do Ipeadata sobre o saldo de empregos. O gráfico* é assustador! Vejam só:
Ou seja, o Lula criou 10.216.341 empregos até aqui. Mais de 10 milhões de empregos em 7 anos!
O FHC demoraria 22 ANOS E 11 MESES para fazer o que o Lula fez em 7 ANOS E 6 MESES!
Uma baile!
* Os dados foram extraídos do Ipeadata. A série se inicia em maio de 1999. Aliás, essa estratégia do FHC de começar séries de emprego em maio já foi objeto de um outro post meu (Lanço aqui uma suspeita sobre o governo FHC). Os dados só vão até março de 2010. De abril a maio usei os valores do Correio Braziliense de hoje, bem como o valor de junho, que é uma estimativa. Esses últimos valores só apresentam os milhares.
O link da planilha que montei: Empregos criados Lula e FHC
O IPEA atua para o Serra!
Inacreditável! Impossível! Um absurdo!
Como o IPEA faz um estudo sobre a miséria e coloca como comparações apenas os valores de 95 e 2008? E o que aconteceu nesse período? Ninguém vai mostrar? Ninguém? Será que eu terei que mostrar? Meu Deus! Cadê a imprensa responsável?
O absurdo foi colocar o Lula e o FHC no mesmo saco, e isso é um crime. Vamos começar pelo Índice Gini, que o IPEA afirmou que caiu de 0,6 para 0,54 de 95 a 2008. Bom, apesar de ser verdade, serve de fundamento para uma desinformação que cai como uma luva para a campanha de Serra, como o título da matéria no “O Globo”:
Governos FH e Lula tiraram 12,1 milhões da miséria
Voltemos ao Gini. O gráfico da evolução do indicador no período analisado é o seguinte*:
Viram quem foi o maior responsável pela queda? Para ficar ainda mais claro, vou colocar mais uma figura em base 100, que é a forma mais adequada de se comparar o mesmo indicador em períodos distintos:
Ou seja, FHC só reduziu o Gini em 2,24% em 8 anos, enquanto Lula diminuiu o mesmo indicador em 6,94%, e isso em apenas 6 anos!
Sobre o quantitativo de pessoas que saíram da miséria, eu não consegui achar esses valores no Ipeadata, mas achei outros bem semelhantes:
Agora os mesmos dados de cima em base100, para comparar FHC-Serra com Lula-Dilma:
Aqui a renda média mensal dos 5 décimos mais pobres da população. Se der tempo, eu faço os base100 deles essa noite:
Ou seja, o Lula foi infinitamente superior em todos os aspectos no combate à pobreza. E isso que ainda faltam os dados de 2009 e 2010! O Lula-Dilma vai dar mais show ainda no FHC-Serra.
É por isso que a internet fará o país virar uma potência, pois com ela essa desinformação que tentar nos levar ao retrocesso é exposta. Para frente, Brasil!
* 1991, 1994 e 2000 não apresentam dados. Por isso, utilizei a média entre o ano anterior e o posterior.
Todos os dados tem como origem o site do Ipeadata (Link)
Economia básica para aviceados
Nada como um bom neologismo para falar sobre a última do Zé Ladeira Abaixo (como diria o PHA).
Dentro de sua análise bem peculiar sobre o resultado do PIB sino-brasileiro do primeiro trimestre de 2010, ele teve a cara de pau de criticar a queda no investimento agregado, em mais um exercício de desinformação, estratégia que denunciei AQUI.
Bom, o gráfico do início do post (do Correio Braziliense) mostra claramente quem causou a verdadeira queda do investimento no país. Sim, foi o governo FHC-Serra. A coisa foi tão grave que derrubou a credibilidade do Brasil, e com isso demoramos um ano para recomeçarmos o crescimento, mesmo tendo como presidente O Cara. E no ritmo em que estamos, só retornaremos ao patamar de 2000 lá pela segunda metade do pimeiro mandato da Dilma, e ainda assim estaremos longe do resultado de 1994 de Itamar.
Ou seja, o mal que o PSDB-DEM fizeram é que atravancam o progresso do país.
Só para ficar ainda mais explícito o assassinato de investimentos do FHC-Serra e a recuperação promovida por Lula-Dilma, vejam o gráfico da média de investimento anual desde 1991:
Olha lá, a dupla infernal pegou o poder com 21,5% de investimento e entregou com apenas 16,4%. O Lula patinou no começo por causa da baixa credibilidade do país, mas depois retomou o ritmo de crescimento, até dar uma travada graças à crise mundial e agora retomou com força total.
Volto a repetir aqui: nosso maior problema não foi a crise mundial, nosso maior problema foram os dois governos FHC-Serra entre o Itamar e o Lula.
O comparativo definitivo FHC-Serra vs. Lula-Dilma
Isso diminuiu o custo da dívida, e com isso o Brasil do Lula passou a manter estável a dívida pública líquida, ao contrário do que fez o FHC:
Com essa economia ele comprou mais dólares para compor suas reservas internacionais, que eram medíocres com o FHC:
Essas reservas nos fizeram ser credores internacionais, e o Lula entregará uma dívida externa negativa, ao contrário do FHC, que a aumentou em 78%:
Toda essa soberba econômica do Lula levou a um crescimento real do PIB (que é o PIB per capita) bem maior que o do FHC, tanto em dólares como em reais:
O Brasil realmente se aproveitou do bom momento da economia mundial para alavancar seu crescimento.
Mas isso não faz do FHC um presidente igual ao Lula, pois com o FHC o Brasil cresceu menos que o Mundo e com o Lula cresceu mais, como dá para ver no post do blog acima e no vídeo a seguir:
Isso causou um crescente otimismo em relação ao Brasil (Link com as boas notícias sobre o Brasil), o q por sua vez importou uma enxurrada de dólares no país, causando o derretimento do dólar (que antes era ótimo para a sua bíblia, a Veja: Veja adorava o real forte, mas agora é época de eleições, então é bom criticar!)
Esse derretimento do dólar causou um problema, que é a queda no saldo comercial, mas ainda assim o saldo do Lula dá um banho no do FHC (que, aliás, foi negativo no total):
Esse baixo saldo na balança comercial criou o déficit em transações correntes (o que é ruim por um lado), mas esse ainda assim é bem melhor com o Lula do que com o FHC (que derreteu quase 200 bilhões de dólares do Brasil):
Mas esse dólar fraco causa um bom efeito na inflação, que foi bem melhor com o Lula que com o merda do FHC:
Um dos motivos de todo esse sucesso foi a independência que o Lula respeitou do Banco Central,
ao contrário do FHC e do que pretende o Serra
Outro motivou foi a distribuição de renda, que causou um aumento da massa consumidora no país, graças ao aumento do salário mínimo real, bem melhor no Lula que no FHC:
Essa distribuição de renda gerou diminuição da desigualdade no Brasil, o que não ocorreu no FHC:
Isso teve como um de seus efeitos o aumento no consumo, como podemos ver no caso dos veículos:
Esses veículos e as outras compras são financiadas pelos bancos, que lucram com isso, o q explica seus ganhos crescentes. O lucro do BB foi altíssimo (assim como será o da Caixa) pois eles emprestaram durante a crise (medidas anticíclicas), e com isso no BB
“O crédito imobiliário cresceu 103,9%.“. Com isso a carteira de ativos dos bancos públicos cresceu e eles dominaram uma grande fatia do mercado, aumentando seus lucros.E isso é bom!Aliás, como estamos falando de comparações, vai mais uma aí só para lembrar:
1 - DEM - 69
2 - PMDB - 66
3 - PSDB - 58
4 - PP - 26
5 - PTB - 24
6 - PDT - 23
7 - PR - 17
8 - PPS - 14
9 - PT - 10
10 - PV, PHS, Prona, PRP - 1















