O IPEA atua para o Serra!
Inacreditável! Impossível! Um absurdo!
Como o IPEA faz um estudo sobre a miséria e coloca como comparações apenas os valores de 95 e 2008? E o que aconteceu nesse período? Ninguém vai mostrar? Ninguém? Será que eu terei que mostrar? Meu Deus! Cadê a imprensa responsável?
O absurdo foi colocar o Lula e o FHC no mesmo saco, e isso é um crime. Vamos começar pelo Índice Gini, que o IPEA afirmou que caiu de 0,6 para 0,54 de 95 a 2008. Bom, apesar de ser verdade, serve de fundamento para uma desinformação que cai como uma luva para a campanha de Serra, como o título da matéria no “O Globo”:
Governos FH e Lula tiraram 12,1 milhões da miséria
Voltemos ao Gini. O gráfico da evolução do indicador no período analisado é o seguinte*:
Viram quem foi o maior responsável pela queda? Para ficar ainda mais claro, vou colocar mais uma figura em base 100, que é a forma mais adequada de se comparar o mesmo indicador em períodos distintos:
Ou seja, FHC só reduziu o Gini em 2,24% em 8 anos, enquanto Lula diminuiu o mesmo indicador em 6,94%, e isso em apenas 6 anos!
Sobre o quantitativo de pessoas que saíram da miséria, eu não consegui achar esses valores no Ipeadata, mas achei outros bem semelhantes:
Agora os mesmos dados de cima em base100, para comparar FHC-Serra com Lula-Dilma:
Aqui a renda média mensal dos 5 décimos mais pobres da população. Se der tempo, eu faço os base100 deles essa noite:
Ou seja, o Lula foi infinitamente superior em todos os aspectos no combate à pobreza. E isso que ainda faltam os dados de 2009 e 2010! O Lula-Dilma vai dar mais show ainda no FHC-Serra.
É por isso que a internet fará o país virar uma potência, pois com ela essa desinformação que tentar nos levar ao retrocesso é exposta. Para frente, Brasil!
* 1991, 1994 e 2000 não apresentam dados. Por isso, utilizei a média entre o ano anterior e o posterior.
Todos os dados tem como origem o site do Ipeadata (Link)
Mais uma do Estadão (maior torcida uniformizada do Serra)

Mas quero tapar a visão dos da frente também!
Veja como o Estadão está torcendo pelo querido Zé Chirico:
Classe emergente festeja progressos
Com maior facilidade de crédito e elevação do poder aquisitivo, eles melhoraram de vida, mas não é necessário que votem em Dilma
Sim, esse “mas não é necessário que votem em Dilma” é para confundir mesmo. Ao ler apenas esse trecho do leading as pessoas acreditam e entronizam que não há necessidade de votar em Dilma. Quem parou por aí já está convencido e vê que nem precisa ler o resto da matéria.
Mas a verdade é que a reporcagem afirma que a situação percebida pelos brasileiros não os fará votar, necessariamente, em Dilma, apesar de atribuírem essas conquistas ao FHC hahahah, alguém acreditaria? governo Lula.
Pois é, já ouvi dizer que torcida tem esse nome porque torce os fatos. Agora, torcer o sentido merece outro tipo de nome.

Aqui para você, sintaxe!
Meu Deus! Jardineiro fiel e o racismo por omissão

Rachel Weisz e Ralph Fiennes - Ela estava certa!
No clássico filme O Jardineiro Fiel, Tessa investigava uma conspiração internacional de empresas farmacêuticas e governos para testarem medicamentos em seres humanos na África. Foi assassinada.
Agora, um estudo financiado pela Fundação Bill & Melinda Gates (americanos) concluiu que os antirretrovirais diminuem em 92% a chance de contágio dos parceiros sexuais dos medicados.
Veja como a Globo anunciou o resultado:
Coquetel anti-HIV reduz em 92% transmissão do vírus, diz estudo
Foram testados 3.381 casais em que um parceiro tinha o vírus e outro não.
Até aí, tudo bem. Mas o estarrecedor é o que consta no texto da matéria:
Drogas antirretrovirais foram dadas a 349 indivíduos infectados. Os outros que possuíam o vírus receberam um placebo.
Meu Deus! Isso é um absurdo! Como permitir um crime humanitário como esse?
Veja só o resultado desse crime:
Apenas um
Após 24 meses, 103 pessoas que estavam livres do HIV no início do experimento foram infectadas pelos seus parceiros.
Mas apenas uma dessas 103 transmissões foi causada por um parceiro que estava tomando antirretrovirais.
Ou seja, os outros 102 foram contaminados por seus parceiros nao receberem tratamento!
E, se meus cálculos estão certos, mais de 3.000 pessoas ficaram sem tratamento:
Em estudo publicado pelo jornal britânico “The Lancet”, médicos recrutaram 3.381 casais heterossexuais em sete países africanos. Cada casal era “sorodiscordante”, ou seja, com uma pessoa infectada com HIV e outra sem o vírus.
Drogas antirretrovirais foram dadas a 349 indivíduos infectados. Os outros que possuíam o vírus receberam um placebo.
Apesar de não ser pior do que a própria pesquisa, a onda de indignação que tomou conta de nossa imprensa no ato foi exemplar: exemplo de como manter um silêncio sepulcral!
Veja os links sobre a matéria. Em nenhum deles há qualquer questionamento ou crítica sobre a ética do estudo:
G1 – Coquetel anti-HIV reduz em 92% transmissão do vírus, diz estudo
Estadão – Tratamento com remédios retrovirais reduz em 92% a transmissão do HIV
Abril – Remédios contra aids cortam transmissão do HIV em 92%, diz estudo
Correio Braziliense – Medicamentos barram transmissão do HIV
Um absurdo! A nossa imprensa não pensa? Ou só reverbera o que se escreve lá fora? Será que ninguém, nenhum repórter, jornalista, editor, revisor etc, ninguém achou isso um crime?
Mas esse silêncio seletivo tem duas simplres razões: para nossa imprensa, os EUA podem fazer o que quiserem e africano não é gente, por isso não merecem qualquer consideração sobre direitos humanos. Aliás, na verdade, só um desses motivos já basta para ela, pois o esquecimento quase imediato do Caso Tuskgee é bem didático.
Para chegar a essa conclusão basta ler um trecho da matéria do Estadão:
No estudo, pesquisadores norte-americanos, comandados pela Dra. Deborah Donell, avaliaram durante 24 meses um total de 3.381 casais de sete países africanos…
Meu Deus! Ninguém irá falar nada sobre isso?

Esse é o líder intelectual de nossa imprensa racista
Imprensa faz ouvidos moucos

Isso eu não quero ouvir!
A notícia do estupendo superávit primário no primeiro trimestre e em abril de 2010 foi até noticiada. Mas será que alguém leu e absorveu seus dados?
Digo isso porque o último parágrafo da reportagem do Correio Braziliense de hoje diz o seguinte:
“O setor público acumulou um superavit primário de R$ 36,6 bilhões nos quatro primeiros meses do ano. Como o desembolso de juros somou R$ 59,4 bilhões, o deficit nominal chegou a R$ 22,8 bilhões.”
Fica até difícil entender a profundidade do texto. Isso porque ele gera uma contradição tão grande com o que vemos que é melhor ignorar e passar adiante do que enfrentar a questão.
A contradição é a seguinte:
a) toda a imprensa fala em “xxx fiscal”, sendo xxx qualquer termos entre laxismo, farra, descontrole, afrouxamento, festa, pacote de bondades etc. Além disso, critica-se o aumento de despesas correntes vinculadas, como vencimentos das carreiras públicas.
b) no entanto, a mesma imprensa mostra que “O setor público acumulou um superavit primário de R$ 36,6 bilhões nos quatro primeiros meses do ano“.
Mas como isso é possível? Qual a lógica de se atribuir uma “farra fiscal” a uma situação de superávit?
Isso nos leva à conclusão de que a imprensa se preocupa apenas em parte, sem considerar o “desembolso de juros [, que] somou R$ 59,4 bilhões“.
Vai ver eles se confundem nos gráficos…

Quanta coisa!
DEMos e Tucanalha, que exemplo!
Não tenho nada com essa porra!
Quanta competência
Não passo um dia sem ir ao blog do Azenha. É bom demais.
Cansei
Em relação ao primeiro trimestre de 2008, considerado o melhor ano da história pelo segmento, o crescimento é de 77%.
No total, o setor vendeu 4,6 mil máquinas no período, ante 2,1 mil do primeiro trimestre de 2009. As exportações também apresentaram recuperação, com crescimento de 77,4% no mesmo intervalo.
Com isso, a produção dos equipamentos no Brasil deu um salto de 244% de janeiro a março deste ano.
Outro detalhe do balanço das vendas de máquinas para construção é a queda de 20,5% das importações. O movimento é explicado em grande parte pelas condições favoráveis do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) do BNDES, que exige mais de 60% de nacionalização dos intens que compõem os equipamentos.















