Blog da Coroa

O outro lado do Cara!

Record critica a baixaria da revista da Globo

Do Portal R7: Capa da Época provoca polêmica sobre imparcialidade nas eleições

A menos de dois meses do dia da eleição, o “vale tudo” das campanhas começa a tomar conta do noticiário de alguns veículos de comunicação que, segundo especialistas ouvidos pelo R7, favorecem algum dos lados mesmo sem declarar publicamente. Nesta semana, a polêmica da vez é a capa da revista Época, da Editora Globo, que retrata a atuação da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff (PT), durante o período da ditadura militar (1964-1985), dando destaque especial à sua participação em movimentos de luta armada.

Para o sociólogo e jornalista Laurindo Lalo Leal Filho, professor da ECA (Escola de Comunicação e Artes) da USP (Universidade São Paulo) e fundador da ONG Tver, voltada para o acompanhamento da qualidade da televisão brasileira, a imprensa tem papel fundamental no processo eleitoral. 

Ele defende que veículos impressos declarem seus votos, como fez a revista Carta Capital ao escrever um editorial listando os motivos pelos quais defende a candidatura de Dilma. 

Para Lalo, no entanto, por se tratar de concessões públicas, emissoras de rádio e de televisão não deveriam favorecer nenhum lado. 

- O distanciamento do rádio e da televisão é fundamental. Devem participar, mas dando a oportunidade a todos os partidos. É mais complicada a participação dos meios eletrônicos porque rádio e televisão são concessões públicas. É ruim para a democracia que esse espaço seja privatizado. 

Ele aponta como exemplo de favorecimento as entrevistas que os candidatos à Presidência concederam ao Jornal Nacional, principal telejornal da TV Globo. 

- Enquanto a candidata do governo era inquirida, de uma forma até bastante ríspida, os entrevistadores tinham uma nítida tendência a impulsionar o candidato da oposição. 

Em nota, a emissora negou na semana passada ter favorecido qualquer um dos candidatos na série de entrevistas. 

Lalo ainda diz que a reportagem que mostra Dilma como guerrilheira, publicada pela revista Época, deve ser reproduzida durante os programa eleitorais no rádio e na TV, dando mais destaque para a imagem negativa da petista. 

Isso é feito para ser usado no horário eleitoral, não é a toa que é publicada na mesma semana [que os programas começam a ir ao ar]. Ela não tem tanta relevância sozinha, até porque a tiragem da revista é baixa. A importância talvez seja para ser mostrada no programa. 

Cientista político 

A cientista política e professora da UFSCAR (Universidade Federal de São Carlos) Maria do Socorro – que também defende que revistas e jornais declarem voto – diz que reportagens como a da Época, publicada às vésperas do início da propaganda eleitoral gratuita, podem pegar de surpresa os eleitores menos informados. 

- Acho que é um pouco retornar àquela velha cultura de jogar assuntos que levem ao medo, que aterrorizam o eleitor. 

Ela lembra que o primeiro “jogo sujo” da oposição à Dilma nesta campanha foi ligar o PT às Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). 

- Quando há a possibilidade de perder num primeiro turno, usa-se todos os meios para desconstruir a candidatura que lidera. A tendência, agora, será a de abrir fogo contra Dilma. 

Processo 

O advogado responsável pela campanha petista, Márcio Silva, afirmou ao R7 que, até agora, ninguém da coordenação pediu que ele processasse a Época, ao contrário do que aconteceu com a revista Veja, obrigada a publicar um direito de resposta em suas páginas por ter vinculado Dilma às Farc. 

O advogado defende que, antes da campanha, jornais e revistas declarem quem é seu candidato preferido. Ele diz ainda que o sigilo dos patrocinadores de jornais e revistas deveria ser quebrado para que o leitor saiba se quem paga para mandar a publicação para a banca tem interesses eleitorais. 

- Os jornais e revistas deveriam explicitar o lado em que estão e mostrar quem os patrocinam. Isso teria de ser escancarado. 

Procurada pelo R7, a Editora Globo não se manifestou sobre o assunto até a publicação da reportagem.

agosto 17, 2010 Publicado por | Jornalismo | , , , , | Deixe um comentário

Governo Lula: praticamente uma unanimidade

Do site do Datafolha:

agosto 17, 2010 Publicado por | Política | , , | Deixe um comentário

Tá com cara de 1° turno

agosto 17, 2010 Publicado por | Pesquisa eleitoral | , , , , , | Deixe um comentário

Piada do dia: Tucanos culpam ‘JN’ por queda de Serra

Está no portal Terra: Tucanos responsabilizam ‘JN’ por queda de Serra no Datafolha

Essa só rindo mesmo. Falta mais o quê? É natural que a campanha tucana resolva “crucificar” Aécio Neves em uma eventual e cada vez mais provável derrota de Serra. Agora o Jornal Nacional é piada. Depois da amabilidade com que o casal 45 entrevistou o tucano e a fúria de Bonner com Dilma, nem mesmo a Globo deve estar entendendo.

agosto 15, 2010 Publicado por | Política | Deixe um comentário

Enquete do Terra sobre as eleições: Dilma já ganhou

Com frequência o portal Terra faz enquetes. Há vários questionamentos a respeito desse instrumento de avaliação da opinião dos leitores. É preciso não levar seu resultado a “ferro e fogo”. Mas não há como não observá-las.

Reproduzo abaixo resultado parcial de enquete do Terra sobre as eleições, em especial após a divulgação dos resultados da pesquisa do Datafolha. Foram apenas 192 respostas. Não é resultado estatístico. Mas dá para sentir a percepção dos (e) leitores.

agosto 15, 2010 Publicado por | Pesquisa eleitoral, Uncategorized | Deixe um comentário

A surra do candidato de Serra em Pernambuco

Capa do Diário de Pernambuco de hoje, 15.8.2010

agosto 15, 2010 Publicado por | Política | , | 1 Comentário

Marcos Coimbra: quem ganha o 1º turno leva as eleições

Do Correio Braziliense: Os fatos novos

Marcos Coimbra – Sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi

Nas eleições presidenciais, no entanto, até agora não houve um candidato que fosse o mais votado no primeiro turno e perdesse no segundo. Tirando as duas vitórias de FHC, isso não aconteceu com Collor ou Lula. Ninguém venceu de virada

Começa, nesta terça-feira, a etapa final das eleições, com a propaganda eleitoral chegando à televisão e ao rádio. Serão 45 dias decisivos até 3 de outubro, quando, pelo que parece, quase todas as disputas terminarão.

Nas legislativas, porque é em um só turno que elas se resolvem. Para o Executivo, porque o sistema político ofereceu aos eleitores, no plano federal e na maior parte dos estados, um cardápio limitado. Como, raramente, são mais que dois candidatos competitivos, muitas não irão para o segundo turno.

Não que isso vá fazer diferença no futuro. No longo prazo, tanto faz ganhar no primeiro ou no segundo. Os mandatos não são mais legítimos ou mais sólidos se a eleição foi de uma só vez ou se houve outra “vuelta”, como se diz em espanhol. Já tivemos presidentes e governadores eleitos das duas maneiras, sem que isso fosse relevante. Fernando Henrique, por exemplo, ganhou em 1998 no primeiro turno e viveu quatro anos complicados, nos quais sua avaliação caiu sem parar. Lula, que teve que disputar o segundo turno em 2006, governou sem problemas e sua popularidade sempre subiu.

Nas pesquisas, os candidatos que estão atualmente na frente também lideram nos cenários de segundo turno, seja no plano federal, seja nos estados. É isso mesmo que costuma acontecer na urna: quem vence o primeiro, tende a vencer o segundo, salvo nas exceções de praxe. Já as tivemos em várias eleições estaduais, quase sempre explicadas pela rejeição ao candidato que ganhou o primeiro.

Nas eleições presidenciais, no entanto, até agora não houve um candidato que fosse o mais votado no primeiro turno e perdesse no segundo. Tirando as duas vitórias de FHC, isso não aconteceu com Collor ou Lula. Ninguém venceu de virada.

Também não tivemos, desde a redemocratização, a derrota de um candidato que chegasse à reta final na liderança das pesquisas. Nas cinco eleições presidenciais que fizemos, sempre terminou vencendo quem estava em primeiro lugar. Houve trocas entre o segundo e o terceiro (Lula e Brizola, em 1989, Serra e Ciro, em 2002) ou entre o terceiro e o quarto (Enéas com Quércia, em 1994), mas nunca uma reviravolta que desse a vitória a quem estava em segundo lugar.

A explicação mais provável desse padrão de resultados finais pouco surpreendentes é a tendência da maioria dos eleitores de definir cedo seu voto para presidente. Na verdade, o mais cedo que a pessoa consegue. Depois que conhece os candidatos e escolhe, sua decisão só muda se algo de extraordinário ocorrer.

O caso mais emblemático de mudança de “última hora” em uma eleição presidencial aconteceu em 1994. Até o fim de junho, Lula liderava em todos os cenários, com 30 pontos de vantagem sobre Fernando Henrique. Aí, um míssil chamado Plano Real caiu do céu e estilhaçou a candidatura petista. Em pouco mais que dois meses, o quadro se inverteu e o tucano chegou à vitória (no primeiro turno).

Mas essa história mostra quão forte tem que ser uma alteração de cenário para tirar do trilho uma eleição presidencial. Nenhuma das outras foi assim. O desfecho de todas se tornou previsível bem antes. As urnas sempre confirmaram o favoritismo de quem estava na frente nas pesquisas.

Ou seja, não existem “fatos novos” que mudem uma eleição presidencial na undécima hora. Pelo menos, não existiram, até agora, em nossa trajetória.

Dois tipos de pessoas ficam inconformados com essa previsibilidade. De um lado, quem não gosta do candidato que lidera e quer que ele (ou ela) perca. Imaginando que, na ausência de “fatos novos”, seu preferido será derrotado, fica à procura deles, torcendo para que apareçam. Reza para que os debates, as entrevistas na televisão, um escorregão, uma declaração polêmica, sacudam tudo e mudem as tendências que estão em curso.

De outro, os jornalistas. Existe coisa mais aborrecida que repetir a mesma manchete todo dia, dizendo que tudo está igual? Que a eleição continua tão previsível hoje quanto há meses? A imprensa precisa de notícias, de preferência surpreendentes. Sem “fatos novos”, fazer o jornal é mais difícil. Por isso, os jornalistas os amam.

E os jornalistas que não querem a vitória de quem está na frente? E as empresas de comunicação que têm simpatias por quem está em segundo ou terceiro? Aí, se os fatos novos teimam em não surgir, a tentação de criá-los é grande. Inutilmente, pelo que conhecemos de nossas eleições presidenciais anteriores. Quando a maioria do eleitorado cisma que vai votar em alguém, não há “fato novo” que a mova. É como fogo de morro acima. Ou água de morro abaixo.

agosto 15, 2010 Publicado por | Política | , , , | 1 Comentário

Há esperança: Agnelo reduz diferença para Roriz

Da Folha.com: No DF, Agnelo reduz para oito pontos a desvantagem ante Roriz, diz Datafolha

Joaquim Roriz (PSC) lidera a disputa pelo governo do Distrito Federal com 41% das intenções de voto, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada hoje.

Apesar da dianteira, a diferença para o segundo colocado, Agnelo Queiroz (PT), que era de 13 pontos percentuais na rodada anterior, caiu para oito –o petista tem 33%.

Toninho do PSOL tem 2%. Dois candidatos marcam 1%: Rodrigo Dantas (PSTU) e Ricardo Machado (PCO). Outros 15% não sabem ainda em quem votar, e 8% disseram que pretendem votar em branco ou nulo.

A pesquisa foi feita de 9 a 12 de agosto, com 701 eleitores. Está registrada no TSE sob o número 22752/2010. Os contratantes são a Folha e a Rede Globo.

A margem de erro é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos.

agosto 14, 2010 Publicado por | Pesquisa eleitoral | , , , , | Deixe um comentário

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